A prisão do auxiliar técnico Alexandre Mendes foi tema de uma manifestação política do técnico Renato Portaluppi após o empate por 1 a 1 entre Grêmio e Internacional, neste domingo (11), na Arena do Grêmio. Durante a entrevista coletiva, o treinador criticou a repercussão do caso na imprensa e declarou seu apoio eleitoral a Bolsonaro.
Mendes foi preso na quinta-feira (8) por suspeita de descumprir uma medida protetiva relacionada à ex-mulher. Ao abordar o episódio, Renato questionou a forma como o caso foi noticiado e afirmou que o auxiliar estaria sendo tratado como culpado antes da apuração dos fatos.
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O treinador disse que considera necessária a prisão de homens que agridem mulheres, mas ressaltou que não manteria Mendes na comissão técnica caso fosse comprovado que ele praticou esse tipo de violência.
“Eu sou totalmente a favor do cara que bate e encurrala uma mulher a ser preso. Eu sou totalmente a favor. Totalmente a favor. E o dia que ele fizer isso, ele não vai mais trabalhar comigo”, afirmou.
Na sequência, Renato argumentou que o auxiliar já teria enfrentado outras acusações que, segundo ele, não resultaram na comprovação de culpa. O técnico também acusou jornalistas de dar destaque às denúncias sem, na avaliação dele, dedicar a mesma atenção às informações favoráveis à defesa de Mendes.
“Mas é a sétima ou oitava vez que acusam o cara e o cara é inocente”, declarou.
Treinador relaciona posicionamento político ao caso
Ao criticar a cobertura jornalística, Renato afirmou que houve um erro no episódio envolvendo o auxiliar e mencionou uma suposta manifestação do Ministério Público que, segundo sua versão, teria reconhecido a inocência de Mendes no dia seguinte.
“Teve um erro. Teve um erro. E vocês devem saber da verdadeira história. Teve um erro. Mas ele foi levado”, disse o treinador.
Renato também questionou o que considerou uma diferença de tratamento entre a divulgação das acusações e a apresentação de informações que, na visão dele, favoreceriam o auxiliar.
A manifestação terminou com a declaração política que marcou a coletiva. “Eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”, afirmou.
