Sete detentos da Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1 e PB2, em João Pessoa, tentaram deixar a unidade prisional usando alvarás de soltura falsificados. A tentativa foi barrada depois que policiais penais desconfiaram dos documentos e fizeram a checagem junto ao Judiciário.
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Os presos chegaram a ser chamados para os trâmites de liberação, mas a equipe responsável pela conferência identificou inconsistências nos alvarás. Depois da verificação, a juíza Andrea Arcoverde Cavalcanti Vaz e o juiz Carlos Neves, da Vara de Execuções Penais, informaram que não haviam expedido ordens de soltura para os detentos.
A investigação inicial aponta que os documentos teriam sido enviados por meio do Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sistema usado para comunicações oficiais do Judiciário. A suspeita é de uso indevido de credenciais de servidores federais.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) confirmou a tentativa de uso dos alvarás falsificados e informou que nenhuma soltura foi efetivada. O caso foi comunicado à Presidência do Tribunal, às comissões de segurança institucional e de segurança da informação, à Corregedoria-Geral de Justiça e ao Ministério Público. Uma sindicância também foi instaurada pela direção da unidade prisional.
Os presos que seriam beneficiados pela fraude são apontados como integrantes de facções criminosas. Entre eles, segundo as informações das investigações, há lideranças e integrantes de organizações como Comando Vermelho, Nova Okaida e Bonde do Cangaço.
Os detentos citados nas investigações são:
- Clodoberto da Silva, conhecido como Betinho;
- Diego Alexandro dos Santos Ribeiro, o Baiola;
- Samuel Mariano da Silva, o Samuka;
- João Batista da Silva, o Junior Pitoco;
- Célio Luis Marinho Soares, o Celio Guará;
- Vinicius Barbosa de Lima, o Vini;
- Francinaldo Barbosa de Oliveira, o Vaqueirinho.
Tentativas de liberação irregular
Durante entrevista à TV Cabo Branco, o secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Tércio Chaves, afirmou que o sistema prisional registrou pelo menos 13 tentativas de liberação irregular de presos por meio de documentos falsos e possível uso de Inteligência Artificial desde dezembro do ano passado.
O material relacionado aos alvarás falsos deverá ser analisado para identificar a origem dos documentos, eventual participação de terceiros e possível uso indevido de sistemas institucionais. O Conselho Nacional de Justiça ainda não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização.
