Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)

A corrida presidencial de 2026 entra em uma fase de equilíbrio técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo levantamento do Datafolha divulgado neste sábado (7), os dois aparecem empatados dentro da margem de erro em uma simulação de segundo turno: Lula lidera com 46% contra 43% do parlamentar. As informações são da Folha de São Paulo.

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O estudo, realizado entre os dias 3 e 5 de março, ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

De acordo com o Datafolha, a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força após ser inicialmente recebida com ceticismo por setores do centrão —que demonstravam preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)—.

Um dos sinais desse avanço aparece na chamada intenção de voto espontânea, quando os entrevistados indicam candidatos sem receber uma lista prévia. Flávio Bolsonaro, que não havia sido citado na rodada anterior do levantamento em dezembro, surge agora com 12%. Lula aparece com 25%, ligeiramente acima dos 24% registrados anteriormente. Jair Bolsonaro (PL), inelegível, é lembrado por 3% dos entrevistados.

Nas simulações de primeiro turno, Lula mantém a liderança em todos os cenários testados pelo instituto, com índices entre 38% e 39% das intenções de voto. Já Flávio Bolsonaro oscila entre 32% e 34% quando confrontado diretamente com o atual presidente.

No cenário considerado mais provável pela pesquisa, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto o senador do PL registra 32%. Em seguida surgem o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 7%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 4%. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Aldo Rebelo (DC) soma 2%. Entre os entrevistados, 11% afirmam rejeitar todos os candidatos apresentados e 3% dizem não saber em quem votar.

O levantamento também analisou cenários de segundo turno. A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro caiu significativamente em comparação com dezembro, quando o presidente tinha vantagem de 15 pontos percentuais. Agora, o resultado aponta empate técnico, com 46% para Lula e 43% para o senador.

Quando o adversário de Lula é Ratinho Jr., o presidente aparece à frente com 45% contra 41% do governador paranaense, cenário considerado estável pelo instituto.

O perfil do eleitorado mantém características semelhantes às registradas nas eleições recentes marcadas por forte polarização política. Lula apresenta desempenho mais consistente entre eleitores do Nordeste, católicos, pessoas com menor renda e menor nível de escolaridade. Entre os que recebem até dois salários mínimos, o presidente alcança 42% das intenções de voto.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra maior apoio entre evangélicos, eleitores do Sul e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste —bases eleitorais que também foram centrais para o desempenho de seu pai nas disputas anteriores. No grupo de evangélicos, que representa 28% da amostra da pesquisa, o senador alcança 48% das preferências.

O levantamento também mediu índices de rejeição dos principais candidatos. Lula registra 46% de entrevistados que afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece com rejeição de 45%. Ambos são amplamente conhecidos pelo eleitorado: apenas 1% dizem nunca ter ouvido falar do atual presidente, enquanto 7% afirmam desconhecer o senador.

Entre os nomes testados, Ratinho Jr. apresenta os menores índices de rejeição, com 19%, além de um nível relativamente alto de desconhecimento: 38% dos entrevistados afirmaram não conhecê-lo.

A pesquisa também ocorre em um momento de turbulência política e econômica no país. Questões envolvendo investigações, debates institucionais e incertezas econômicas são apontadas como fatores que influenciam o cenário eleitoral. Além disso, o ritmo da economia e o impacto de eventos internacionais, como o conflito no Oriente Médio, também aparecem como elementos que podem influenciar a percepção do eleitorado ao longo da corrida presidencial.

Crédito: Brasil 247

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