A análise do cenário da disputa pelo Senado na Paraíba tem que ser feita com cuidado, é o que indica o cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes. Nesta quarta-feira (24) ele explicou fatores que devem impactar o resultado nas urnas no estado como o alto número de indecisos e a definição dos votos na reta final do processo eleitoral.
Conforme o cientista político, o eleitor brasileiro tradicionalmente se atenta primeiro para a disputa presidencial, em seguida observa com mais atenção a disputa pelo governo estadual e só nos últimos dias da eleição define seu voto para o Senado Federal.
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Nunes destaca, conforme reportagem do Jornal da Paraíba, que na pesquisa espontânea mais recente realizada pela Quaest no estado 63% dos entrevistados não citaram nenhum candidato ao Senado, uma redução ante aos 75% registrados em agosto, mas ainda é um número considerado alto de votos sem definição.
Para Felipe, além da distância em relação aos seus demais concorrentes no cenário geral com um percentual de 42% das escolhas de primeiro voto, a principal vantagem do ex-governador João Azevêdo (PSB) se apresenta quando as intenções de primeiro e segundo voto são somadas, com o socialista mantendo uma distância de 10 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
“O [ex-governador] João Azevêdo sai bem avaliado do governo, e por isso também tem essa vantagem, mas estou muito curioso para ver como esses outros nomes vão conseguir aparecer e construir uma reta de chegada para alavancar seus números”, disse.
“A eleição para o Senado é definida no últmo dia, entre o sábado e o domingo, então vamos ter que observar esse número com muito cuidado”, afirmou.