A Polícia Federal abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de crimes eleitorais identificadas a partir da Operação Perfidus. Entre os indícios está uma possível contratação irregular de serviços para desviar recursos do Fundo Eleitoral. As informações são do jornalista Wallison Bezerra.
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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) foi comunicado sobre a abertura da investigação na quarta-feira (29). O inquérito foi instaurado com base em um relatório enviado pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba, responsável pela Perfidus.
Dados revelaram possível atuação eleitoral
A nova frente de investigação surgiu da análise de dados obtidos mediante decisão da 2ª Vara Regional das Garantias de João Pessoa.
Além da suspeita envolvendo o Fundo Eleitoral, o relatório da Polícia Civil aponta possíveis práticas relacionadas “à lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular e atuação em organização criminosa” nas últimas eleições realizadas na Paraíba.
A Polícia Federal deverá apurar se os fatos descritos no documento configuram crimes eleitorais e identificar os eventuais responsáveis.
Operação prendeu delegado e agentes
A Operação Perfidus investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas.
Entre os presos estão o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo do Egito. A investigação inicial apura a participação de agentes públicos em um esquema que teria utilizado a estrutura policial para favorecer atividades criminosas.
Os nomes dos políticos que possam estar envolvidos no novo inquérito e os documentos enviados à Polícia Federal permanecem sob sigilo judicial.
