Os bastidores do encontro oficial entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado na terça-feira (26) no Salão Oval da Casa Branca, revelaram diálogos inesperados. Segundo informações divulgadas pela jornalista Mariana Sanches, correspondente do UOL, o mandatário norte-americano quebrou o protocolo ideológico esperado e teceu elogios à inteligência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diretamente ao filho de Jair Bolsonaro.
O teor da conversa contrasta com a tentativa de ala do Partido Liberal (PL) de capitalizar a agenda em Washington como uma chancela político-eleitoral exclusiva ao bolsonarismo.
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“Dinâmico e esperto”: O contraponto de Trump sobre Lula
De acordo com o relato da colunista, Donald Trump fez questão de verbalizar sua impressão pessoal a respeito do atual chefe de Estado brasileiro. Mesmo diante de Flávio Bolsonaro, que viajou aos EUA para estreitar laços com a cúpula republicana visando as eleições presidenciais, Trump isolou a rivalidade partidária brasileira ao dar seu veredito sobre Lula.
“O Trump teria dito que o Lula aparentava ser muito velho, mas que, quando ele falava e agia, passava uma impressão diferente: de uma pessoa muito dinâmica e de uma pessoa muito esperta. Portanto, Donald Trump fez elogios ao Lula diante de Flávio Bolsonaro, foi isso que aconteceu”, revelou Mariana Sanches.
A postura pragmática de Trump surpreendeu interlocutores da comitiva brasileira. A declaração sinaliza que, apesar do alinhamento público com a direita conservadora da América Latina, o presidente dos EUA mantém canais de avaliação pragmática sobre o governo brasileiro e se esquivou de adotar a narrativa de ataque esperada pelos aliados de Jair Bolsonaro.
Dispersão e obsessão por cimento no Roseiral da Casa Branca
Além das avaliações sobre a geopolítica sul-americana, a jornalista do UOL expôs um comportamento disperso de Donald Trump ao longo da reunião de Estado. O presidente norte-americano alternou assuntos de forma abrupta, pausando o diálogo com o senador fluminense repetidas vezes para ditar ordens diretas a seus assessores no Salão Oval.
O ponto mais exótico da audiência, contudo, foi o tempo dedicado por Trump ao seu portfólio de engenharia civil. O líder republicano passou mais de dez minutos detalhando modificações físicas que determinou no complexo residencial da Casa Branca.

