O prefeito interino de Cabedelo e candidato, Edvaldo Neto (Avante), participou de uma sabatina nesta quinta-feira (12). Durante a entrevista à Rádio CBN, o gestor admitiu que membros de facções criminosas tentaram contato com sua equipe. Segundo Edvaldo Neto, o objetivo dos criminosos era negociar a entrada da campanha em áreas dominadas pelo tráfico.
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O ex-prefeito André Coutinho teve o mandato cassado recentemente. A acusação envolveu compra de votos e aliciamento violento com a participação de grupos criminosos.
“Em um primeiro momento se buscou um diálogo, e a gente fechou as portas. Eles deixaram recados, disseram que nós podíamos sentar para conversar e negociar a nossa entrada em algumas comunidades”, detalhou.
Além de rejeitar as propostas, Edvaldo Neto afirmou que tomou medidas legais. Ele declarou que não aceitou conversas e repassou todas as informações para as autoridades competentes. Inclusive, o candidato confirmou que procurou a Polícia Federal para relatar o episódio formalmente.
“Não aceitamos nenhuma conversa e passamos as informações para as autoridades competentes”, declarou o candidato.
Eleições suplementares em Cabedelo
As eleições suplementares deste ano em Cabedelo são uma resposta direta à crise política de 2024. Naquele ano, houve uma tentativa de interferência do tráfico de drogas no processo eleitoral.
Como consequência das investigações, a Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito eleito, da vice-prefeita e de um vereador. Além disso, as irregularidades tornaram o ex-prefeito Vitor Hugo inelegível. Por esse motivo, os moradores de Cabedelo voltarão às urnas em abril para escolher a nova gestão.