Não sei exatamente qual o ano, acho que 1965, com 7 anos, mas quando descobri a casa de minha avó materna na rua Barão de Mamanguape, Zeferina, vez em quando me encontrava com as tias Nita, Lourdes, Darc, ainda Binha e Pedrinho. Aliás, desse tempo na minha mente aparecia um agregado de apelido Nego (Edivaldo Pereira) vindo, acho que do bairro 13 de Maio, a encantar a tia Lourdes.
Pequeno, dentro do tamanho que cabia minha imaginação à época, procurei logo saber quem era esse dito cujo. Na primeira impressão, gostei do sujeito porque ele jogava bem futebol — logo eu, no infantil do Íbis — e andava pela turma de Delegado, grande articulador social, de Carnaval, cultural e de futebol do bairro da Torre. Sem igual. Nego se apresentava como gente boa e logo conquistou minha tia Lourdes para gerar excelentes filhas de quem nunca mais deixei de gostar.
Na vida, mesmo com a dureza cruel comigo e Duda, sempre aprendemos a amar. De uns tempos para cá, Nego começou a fraquejar, enfrentar problemas, cuidados e a exigir assistência dedicada permanente porque, senão, já tinha partido. Ultimamente, caiu na lista derradeira e, de fato, chegou o tempo de eternizar-se para sempre ao se despedir da vida terrena.
Nunca tive intimidade permanente com ele lá no bairro José Américo, mas sempre gostei de vê-lo pela conduta e zelo com tia Lourdes e as meninas, primas queridas. É isso. Um dia chega a hora da partida. Valeu, Edivaldo, nosso querido Nego!
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“Um dia / a gente se encontra”