Após manobra regimental liderada pelo Centrão, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o retorno do voto secreto na chamada PEC da Blindagem. A medida, que havia sido derrubada no dia anterior, foi recolocada em pauta e obteve maioria expressiva: 314 votos favoráveis. Entre eles, a maior parte da bancada paraibana apoiou a mudança.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Dos 11 representantes do estado na Câmara, oito optaram por restabelecer o voto secreto: Aguinaldo Ribeiro (PP), Cabo Gilberto Silva (PL), Damião Feliciano (União), Hugo Motta (Republicanos), Mersinho Lucena (PP), Murilo Galdino (Republicanos), Romero Rodrigues (Podemos), Wellington Roberto (PL) e Wilson Santiago (Republicanos), que havia se posicionado contra na votação anterior, mas mudou de lado no novo turno.
Luiz Couto (PT), Gervásio Maia (PSB) e Ruy Carneiro (Podemos) mantiveram posição contrária à proposta.
Com a alteração, passa a caber ao Congresso decidir se deputados e senadores poderão responder a ações criminais. A autorização só será concedida por votação secreta das respectivas Casas, que terão até 90 dias para deliberar. Na prática, o mecanismo reforça a proteção aos mandatos parlamentares, tema que divide juristas e mobiliza a opinião pública.