O setor de turismo na Paraíba injetou R$ 100,9 milhões na economia estadual durante o mês de julho, registrando um avanço de 2,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Conselho de Turismo da Fecomercio-SP, com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram ainda que a atividade turística no estado mantém ritmo de expansão no acumulado do ano, com alta de 3,1% entre janeiro e julho.
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O resultado paraibano acompanha a tendência de crescimento do turismo brasileiro. Em julho, o faturamento nacional alcançou R$ 25,5 bilhões, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, com avanço de 2,6% na comparação com julho de 2025. Entre janeiro e julho, a receita do setor chegou a R$ 168,8 bilhões, também um recorde para o período, representando crescimento de 3,4% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.
Na Paraíba, o avanço do faturamento demonstra a continuidade do movimento positivo da atividade turística em 2026 e os resultados permanecem alinhados à expansão observada no país. A Fecomercio-SP, no entanto, avalia que o turismo brasileiro apresenta um ritmo de crescimento mais moderado nos últimos meses, influenciado pelo custo elevado do crédito e fatores que podem limitar os gastos com viagens e lazer.
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Para Ferdinando Lucena, presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), os números reforçam a importância da atividade turística para a economia estadual e da continuidade das estratégias de promoção do destino.
“Movimentar mais de R$ 100 milhões em um único mês demonstra a relevância econômica do turismo para a Paraíba. o Governo do Estado tem trabalhado para ampliar a visibilidade do destino nos mercados nacionais e internacionais, fortalecer parcerias e gerar novas oportunidades de negócios para o setor. O desafio é transformar esse potencial em um fluxo cada vez maior de visitantes, estimulando a geração de emprego e renda e distribuindo os benefícios do turismo entre as diferentes regiões do estado”, afirma Ferdinando.
Os dados da Fecomércio-SP foram coletados por meio da Pesquisa Anual de Serviços e da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do IBGE, e ajustados com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As informações consideram as atividades diretamente ligadas ao turismo, além de utilizar dados de emprego e entidades setoriais para estimar a participação de segmentos parcialmente envolvidos no setor.

