Empreendedorismo avança na Paraíba e formalização atinge marca histórica, aponta IBGE

Paraíba atinge recorde de formalização de negócios com 115 mil CNPJs ativos em 2025. Veja dados no WSCOM
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Paraíba atingiu o recorde histórico de formalização de negócios no ano passado, impulsionada pelo avanço do empreendedorismo no estado. Dos 468 mil trabalhadores por conta própria e empregadores paraibanos, 24,6% (115 mil pessoas) possuíam CNPJ ativo em 2025, um aumento de 3,1 pontos percentuais em relação a 2024. Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicício Contínua (PNADC) Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, publicada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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Esse crescimento observado no indicador estadual entre 2024 e 2025, está em consonância com o verificado em níveis nacional e regional, com as taxas subindo de 33,6% para 35%, e de 19,2% para 20,1%, respectivamente, mas de forma a manter esses resultados estaduais bem abaixo das médias brasileiras e acima da nordestina.

Em 2025, o indicador estadual continuou sendo o 13º mais baixo do país e o terceiro maior do Nordeste, inferior apenas às taxas registradas em Sergipe (25,6%) e no Rio Grande do Norte (25,7%).

O levantamento constatou também a continuidade da prevalência feminina (26,9%) entre os empregadores ou conta-própria com empreendimento registrado no CNPJ, em relação à participação masculina (23,4%), na Paraíba. Situação similar foi observada nos cenários brasileiro e nordestino, onde as taxas do grupo feminino foram de 36,7% e de 21,5%, enquanto as do grupo masculino ficaram em 34,2% e de 19,4%, respectivamente.

Proporção de ocupados trabalhando em estabelecimento do próprio empreendimento cresce, enquanto o grupo dos que trabalhavam em fazenda, granja ou chácara mantém tendência de queda

Em 2025, do total estimado de 1,32 milhão de pessoas ocupadas na Paraíba (exclusive os empregados no setor público e trabalhadores domésticos), 52,1% (688 mil) trabalhavam em estabelecimento do próprio empreendimento, um crescimento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2024, que ficou com 49,6% (627 mil). O segundo maior grupo era dos que exerciam suas atividades laborais em local designado pelo empregador, patrão ou freguês, com 17,9% (236 mil) em 2025, uma proporção levemente acima de 2024, com 17,4% (219 mil).

Por outro lado, havia o grupo dos que trabalhavam em fazenda, sítio, granja, chácara etc., que era o segundo maior grupo no início da série histórica, em 2012, com 21,7% (249 mil), mas foi paulatinamente perdendo participação, de forma que entre 2024 e 2025, passou de 12,5% (158 mil), para 10,6% (140 mil), respectivamente. Os demais grupos tiveram participações em patamares inferiores, e se mantiveram relativamente estáveis ou com variações pouco significativas.

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