Embora os prefeitos das maiores praças do São João no Nordeste, a partir de Caruaru, Campina Grande. Aracaju e Mossoró, etc, não dêem demonstração de qualquer preocupação com a preservação dos valores artísticos e culturais destes festejos genuínos transformando – os em Festivais onde cabe de tudo, há em curso latente inconformação visível por parte de importantes artistas diante da desconfiguração estética da festa.
O preâmbulo traduz um pouco do testemunho em tom de desabafo do reconhecido autor e intérprete do cancioneiro popular de nome Maciel Melo, estrela reluzente a partir do ambiente rural lá de Igaracy, no Vale do Pajeú, em Pernambuco, em entrevista histórica no programa “Hora H”, na TV O Norte, com o multimídia Heron Cid.
Como diz Heron, “autor de grandes sucessos do forró, o cantor e compositor Maciel Melo criticou, na noite desta segunda-feira (8), o que chamou de “escanteamento” do gênero na programação das principais festas juninas do Nordeste, principalmente em Campina Grande e Caruaru, cujos eventos – para ele – viraram um “festival de música qualquer”.
Um cuidado e zelo na observação crítica, antes da dura realidade, o artista observa primeiro: “Não sou contra gênero nenhum, mas cada qual no seu quadrado”, exclamou o artista, durante entrevista.
Conhecido entre tantos sucessos, em especial a canção “Caboclo Sonhador”, alem de mais de 500 músicas compostas, Maciel atribuiu a distorção aos gestores públicos. “Vocês estão acabando com nossas tradições”, bradou, em conversa com o jornalista Heron Cid.
Em síntese, o artista de valor reconhecido dentro e fora de Pernambuco expõe a postura de quem convive com as diferenças se insurgindo contra a discriminação dos artistas de vínculo às raizes do forró autêntico mas mal tratados pelos esquema de show Business.
Neste caso, só a decisão política dos governos estaduais e municipais de preservação artístico cultural pode garantir modelo melhor resolvido na parada porque a sanha de apenas ganhar dinheiro em festa não resolve o problema.
Eis a dura realidade: mercado X preservação de valores culturais, mas a resistência se faz oportuna para não banir a tradição artística do São João.
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“O olho que existe/ é o que vê”
