Um estudo recente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) revelou um aumento preocupante na temperatura média da capital paraibana entre 2013 e 2022. Os bairros de Manaíra, Tambaú e Jardim Oceania lideram o ranking de desconforto térmico na cidade. Os pesquisadores identificaram que o desmatamento acelerado e a impermeabilização do solo urbano impulsionam esse fenômeno.
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Além da falta de áreas verdes, o tráfego intenso de veículos e o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado agravam o problema. Esses fatores criam o efeito de “ilhas de calor”, onde a sensação térmica supera os registros das áreas mais arborizadas. Como resultado, a qualidade de vida da população nessas localidades sofre impactos diretos na saúde e no bem-estar.
Para enfrentar esse cenário, especialistas criaram uma plataforma digital gratuita voltada para o engajamento da sociedade e dos gestores públicos. A ferramenta permite a fiscalização das metas climáticas e incentiva a adoção de medidas sustentáveis no urbanismo local.
A população pode acompanhar os dados e contribuir com a fiscalização através do perfil @pedagogiaurbanabr. O objetivo central da iniciativa é pressionar por soluções práticas, como o plantio de árvores e a preservação de corredores ecológicos, para mitigar o salto térmico registrado na última década.