A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quinta-feira (8), pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorizar a instalação de uma Smart TV na sala de custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e para restabelecer assistência religiosa presencial com um bispo e um pastor.
No requerimento sobre a televisão, os advogados afirmam que o equipamento seria providenciado pela família e teria uso limitado ao acompanhamento de canais jornalísticos e a plataformas como o “YouTube”, sem finalidade de acesso a redes sociais.
Para a assistência religiosa, a defesa indicou o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, com a justificativa de manter acompanhamento espiritual que, segundo a petição, já ocorria quando Bolsonaro estava em prisão domiciliar e teria sido interrompido com a mudança de regime de custódia.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Ainda na quinta-feira (8), a defesa apresentou um pedido separado para que Bolsonaro participe de programa de remição de pena pela leitura, mecanismo que permite abatimento de dias da condenação conforme regras aplicadas em unidades prisionais, com validação do Judiciário.
Paralelamente, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) informou ter protocolado solicitação de vistoria institucional na cela, por intermédio da Comissão de Direitos Humanos do Senado, citando “os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa” e menções a uma queda do ex-presidente no local.
Os requerimentos da defesa e o pedido de vistoria aguardam análise no âmbito do STF e de tramitações administrativas junto à Polícia Federal.