O pai de uma bebê arrastada no capô de um carro cobrou justiça após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram o atropelamento de quatro pessoas da mesma família em Campina Grande. O caso aconteceu em 22 de dezembro de 2025, na Rua Severino Ribeiro Cruz, no Centro, às margens do Açude Velho.
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As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (4) e mostram o momento em que a motorista atinge as vítimas enquanto elas atravessavam a faixa de pedestre. Entre os atingidos estavam uma mulher grávida e uma bebê.
Segundo o relato da família, a criança foi arrastada por cerca de 200 metros sobre o capô do veículo. A mãe sofreu fratura em uma das pernas. Após o atropelamento, a condutora fugiu sem prestar socorro.
A mãe e a bebê foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Por causa da gravidade do caso, familiares também passaram a receber acompanhamento médico e psicológico.
A motorista foi localizada e presa pela Polícia Civil horas depois do atropelamento. À Polícia Militar, ela teria admitido envolvimento no acidente. Na época, pagou fiança de R$ 13 mil e passou a responder ao caso em liberdade.
O pai da criança criticou a situação e afirmou que a família ainda convive com as marcas do atropelamento.
“O que mais deixa a gente triste é de saber que ela foi presa na época, pagou fiança, saiu e leva uma vida normal como se nada tivesse acontecido. A gente fica com aquela lembrança ruim do que aconteceu e que o bebê poderia ter morrido”, disse.
“Agora, saíram os vídeos que mostram toda a dinâmica do que aconteceu e que ela atropelou de propósito. Em nenhum momento ela pensou em parar o carro para salvar o bebê. Ela pensou nela para evadir do local e não sofrer as consequências”, declarou.
“Nunca ninguém ligou para a gente para saber se estávamos bem. Então peço para a Justiça que esse caso sirva de exemplo e que não fique impune. O que ela fez foi muito grave. A gente pede justiça”, afirmou.
