Vereadora de Bayeux é afastada em operação que apura esquema de ‘rachadinha’ e desvio de recursos públicos

Polícia Civil cumpriu mandados em João Pessoa e Bayeux, apreendeu celulares e investiga repasse de parte dos salários de servidores.

Câmara Municipal de Bayeux
Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Bayeux

A vereadora Rosiene Sarinha, de Bayeux, foi afastada do cargo nesta terça-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil da Paraíba que investiga um suposto esquema de “rachadinha” e desvio de recursos públicos.

A Operação Mau Partido cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Bayeux. As diligências ocorreram em um apartamento no bairro Pedro Gondim, na Câmara Municipal de Bayeux, no gabinete da parlamentar e em endereços ligados aos investigados.

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Além do afastamento da vereadora por tempo indeterminado, a Justiça também determinou que o filho dela e o chefe de gabinete fiquem impedidos de exercer funções de confiança no Legislativo ou no Executivo do município.

De acordo com a investigação, servidores contratados para cargos como vigilante e auxiliar de serviços gerais teriam sido obrigados a repassar parte dos salários. A Polícia Civil apura se a contratação era condicionada à devolução de uma porcentagem dos vencimentos.

“Os indícios levam a crer que, à época em que ela estava ligada à Prefeitura, tinha alguns cargos de confiança, para haver a contratação dessas pessoas, era exigida a condição de que elas repassassem uma porcentagem dos salários. Aquilo que a gente chama de ‘rachadinha’”, explicou a delegada Viviane Magalhães.

Segundo a delegada, a investigação aponta divisão de tarefas entre os alvos. O filho da vereadora seria responsável pela cobrança dos valores, enquanto o chefe de gabinete atuaria como intermediário na execução do esquema.

“Por enquanto [os alvos] são eles três, o que já configura uma organização criminosa. E o processo está bem claro, cada um tem uma função bem determinada”, pontuou Viviane Magalhães.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam três celulares. Um dos aparelhos foi jogado pela janela do apartamento no momento da chegada das equipes e acabou recolhido por um agente que estava na parte externa do prédio.

“Nós apreendemos três celulares e, enquanto um dos nossos servidores estava aqui embaixo, escutou o barulho quando o aparelho chegou ao solo. Ela tinha arremessado lá de cima”, disse a delegada.

A Polícia Civil informou que o material apreendido será periciado. A investigação segue para reunir novas provas, detalhar a extensão do esquema e verificar se outras pessoas participaram das irregularidades.

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