Caso da pizzaria em Pombal: exames confirmam bactérias em molho de tomate e dono é indiciado

Laudos também confirmaram que a morte de uma das vítimas ocorreu por infecção intestinal aguda grave.

Pizzaria La Favoritta
Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que apurou o surto de intoxicação alimentar envolvendo clientes da pizzaria La Favoritta, em Pombal, no Sertão. A investigação apontou contaminação bacteriana no molho de tomate e nas pizzas analisadas. O caso aconteceu na noite de 15 de março, quando dezenas de pessoas procuraram atendimento médico depois de consumir pizzas de carne vendidas pelo estabelecimento.

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Os exames laboratoriais realizados pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba identificaram a presença de bactérias como Escherichia coli e estafilococos coagulase nas amostras recolhidas durante a investigação. Já a carne analisada ainda na origem não apresentou contaminação, o que levou a Polícia Civil a concluir que o problema ocorreu durante o processo de manipulação dos alimentos dentro da pizzaria.

Os laudos periciais também confirmaram contaminação bacteriana em exames feitos nas vítimas e apontaram que o óbito registrado no caso ocorreu em decorrência de infecção intestinal aguda grave. Os exames ainda descartaram a presença de substâncias tóxicas exógenas, como venenos ou entorpecentes.

Ao todo, 117 pessoas procuraram atendimento no Hospital Regional de Pombal e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sintomas como náuseas, palidez, vômitos, diarreia e sudorese. Uma das vítimas, Raissa Maritein Bezerra e Silva, morreu dois dias depois de consumir o alimento.

Sem responsabilização individual

Durante a apuração, a Polícia Civil fez vistorias no estabelecimento, apreendeu alimentos e ingredientes e também recolheu pizzas com clientes que passaram mal. Apesar da comprovação do surto alimentar e das irregularidades sanitárias, os investigadores informaram que não conseguiram individualizar a conduta de um agente específico responsável direto pela contaminação.

“Apesar da comprovação do surto alimentar e das irregularidades sanitárias identificadas, as investigações não conseguiram individualizar a conduta de um agente específico que tenha causado diretamente a contaminação, razão pela qual não foi possível atribuir o resultado da morte ou as lesões às vítimas ao proprietário do estabelecimento sob o aspecto penal”, informou a polícia.

Mesmo sem a imputação penal pelo resultado morte, o inquérito concluiu pelo enquadramento no crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90, diante do número de vítimas atingidas. O procedimento já foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

A pizzaria segue interditada pela Vigilância Sanitária. A Polícia Civil também representou pela interdição judicial do estabelecimento.

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