O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento para acompanhar a investigação sobre o vandalismo cometido contra a estátua de Iemanjá, localizada na orla do Cabo Branco, em João Pessoa. O ataque ocorreu na madrugada deste sábado (19), quando a proteção de vidro que envolve o monumento foi danificada.
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A apuração foi formalizada por meio da Notícia de Fato nº 002.2026.059514, instaurada pela 46ª promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Lobo, que atua na defesa da Cidadania e dos Direitos Fundamentais.
Segundo informações do procedimento, o espaço onde está instalado o monumento é monitorado por câmeras da Secretaria Municipal de Segurança Pública. Por isso, a promotora determinou que a pasta seja oficiada para informar, no prazo de 10 dias úteis, se o sistema registrou imagens que possam identificar a pessoa responsável pelo ato.
O ataque ocorreu por volta das 3h25. O sistema de monitoramento Smart City registrou o momento em que uma mulher arremessou uma pedra contra a estrutura de vidro. Com o impacto, as partes frontal e lateral da proteção foram danificadas.
As imagens obtidas pelas câmeras da Prefeitura de João Pessoa, juntamente com informações coletadas no local, foram encaminhadas às autoridades policiais, que trabalham na identificação e localização da suspeita.
A estátua é considerada um ponto de referência cultural e religioso de João Pessoa. O espaço onde o monumento está instalado passou por obras de revitalização concluídas em setembro de 2025. Segundo as informações fornecidas, a Prefeitura investiu R$ 662,7 mil na construção de um largo, ciclofaixa, estacionamento e novos bancos.
Não é a primeira vez que a imagem é alvo de vandalismo. Em fevereiro de 2024, a estátua também foi atacada e posteriormente restaurada por dois artistas plásticos locais. Depois desse episódio, a estrutura passou a contar com a proteção de vidro.

