OAB-PB abre procedimento para apurar prisão de advogado por violência doméstica; Justiça converte prisão

advogado Hilton Maia,

 A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do advogado Hilton Maia, preso sob suspeita de violência doméstica em João Pessoa. A medida foi determinada pelo presidente da entidade, Harrison Targino, que também solicitou o envio de informações oficiais à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) sobre a investigação.

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Segundo Harrison Targino, até o momento a OAB-PB não recebeu comunicação formal das autoridades sobre o caso e tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e das redes sociais. Diante disso, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) foi acionado para acompanhar o episódio e reunir os elementos necessários à análise da conduta do profissional.

O presidente da seccional informou ainda que o presidente do TED, Raphael Viana, encaminhou ofício à Polícia Civil requisitando informações sobre as circunstâncias da ocorrência, as acusações e o andamento da investigação. Conforme Harrison, a apuração observará o compromisso institucional da OAB com a defesa da dignidade humana e o devido processo, antes de qualquer conclusão no âmbito disciplinar.

A abertura do procedimento ocorre um dia após a Justiça da Paraíba converter em prisão preventiva a prisão em flagrante de Hilton Maia. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (3).

O advogado havia sido preso no domingo (2), em João Pessoa, por suspeita de violência doméstica. Após a audiência, a Justiça determinou sua transferência da carceragem da Cidade da Polícia para o Presídio do Valentina.

De acordo com a delegada Sileide Azevedo, responsável pelo caso, a ocorrência foi atendida inicialmente pela Polícia Militar. Na Delegacia da Mulher, foram ouvidos os policiais que participaram da ação e a vítima, que passou por exame de corpo de delito.

A mulher também obteve medida protetiva de urgência. Hilton Maia foi submetido ao mesmo procedimento pericial e, durante o interrogatório, exerceu o direito de permanecer em silêncio. Até a publicação desta reportagem, a defesa do advogado não havia se manifestado sobre o caso.

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