A composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o despejo irregular de esgoto na orla de João Pessoa sofreu alteração antes mesmo do início efetivo dos trabalhos. A oposição decidiu substituir um dos nomes indicados para integrar o colegiado e passou a defender a participação dos vereadores Milanez Neto (MDB) e Fábio Carneiro (Solidariedade).
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Inicialmente, a Mesa Diretora da Câmara Municipal havia designado Milanez Neto e a vereadora Jailma Carvalho (PSB) para representar o bloco oposicionista na comissão.
Início dos trabalhos deve ocorrer após o recesso junino
Apesar da definição dos integrantes, a expectativa é que a CPI só comece a funcionar após o recesso junino do Legislativo pessoense, previsto para iniciar em 18 de junho.
Presidente da comissão, o vereador Ícaro Chaves (Podemos) avalia que a interrupção das atividades logo após a instalação poderia comprometer o andamento das investigações e reduzir a atenção dada ao tema. Por essa razão, a tendência é que os trabalhos sejam concentrados após o período de pausa parlamentar.
Foco da investigação e preocupações da comissão
Outro ponto de preocupação manifestado por Ícaro é o ambiente político que cerca a investigação. O parlamentar tem defendido que a comissão mantenha foco técnico e evite ser utilizada como espaço de disputa eleitoral, embora reconheça que o tema possui forte repercussão política.
Além das denúncias relacionadas ao despejo de esgoto no litoral da capital, a CPI deverá analisar questões ligadas à Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa, responsável pela concessão dos serviços de saneamento em 85 municípios paraibanos a uma empresa espanhola.
Problemas recorrentes no abastecimento de água em João Pessoa também devem integrar a pauta de investigação da comissão.