A resenha de hoje é de mais uma banda que eu nem sabia que existia. Em um contato 100% online, conheci a Verteres, e é muito bom saber que, cada vez mais, as bandas estão investindo em produção e mostrando a cara. O fundador da banda, Lucas Hirley, me passou um conteúdo muito bacana, e vamos conhecer um pouco mais da Verteres.
A Verteres foi formada em 2018 e é daqui de João Pessoa (PB). A banda chegou à cena paraibana com uma proposta que mistura peso, melodias marcantes e atmosferas sombrias. No som da banda, conflitos, resistência e reconstrução ganham forma através do metalcore.
Fundada pelo guitarrista e compositor Lucas Hirley, a Verteres nasceu com a ideia de construir uma identidade própria dentro da cena pesada da Paraíba. Ao longo dos anos, a banda foi desenvolvendo uma sonoridade que passeia pelo metalcore moderno, tendo nomes como Parkway Drive e Bullet for My Valentine entre suas referências, mas sempre mantendo espaço para melodias fortes e uma carga emocional bastante presente.
Segundo Lucas, um dos motivos que impulsionaram a banda a dar um gás neste ano foi o reavivamento da nossa cena:
“Muita gente talentosa. Sinto orgulho de ver a garotada voltando a gostar de rock, a fazer bandas e ir para eventos. Pra calar a boca de muita gente que diz que a cena de rock em João Pessoa morreu. Cada rock na Usina, cada Kaos na Vila está aí pra provar o contrário.”
A formação atual da Verteres é composta por: Felipe Raiuga – vocais; Lucas Hirley – guitarra/composição; Matheus França – guitarra; Dottan Flávio – baixo; e Luke Almeida – bateria.
Ficou curioso para saber de onde veio a ideia do nome Verteres?
O nome da banda carrega duas origens diferentes, mas que acabam chegando ao mesmo lugar: resistência e resiliência.
Uma delas vem da Batalha de Vertières, no Haiti, episódio decisivo da Revolução Haitiana. O local se tornou um símbolo histórico de resistência e de enfrentamento diante de uma estrutura que, à primeira vista, parecia impossível de derrubar.
A outra referência vem do latim clássico vertere, verbo que pode ser entendido como “virar”, “voltar”, “mudar de direção” ou “transformar”.
E é justamente aí que as duas ideias se encontram.
Esse conceito está no centro da identidade da banda: a resiliência como capacidade de enfrentar obstáculos, absorver os impactos, mudar quando necessário e continuar avançando.
O nome Verteres representa, portanto, tanto a resistência de quem permanece de pé diante da adversidade quanto a transformação necessária para seguir em frente.
Produções da Verteres
A história da banda começou com o EP “Fragmentos – Parte 1”, produzido de maneira independente pelos próprios integrantes. O trabalho foi o primeiro passo de uma trajetória construída na raça, abrindo caminho para shows, novas composições e produções audiovisuais.
A experiência nos palcos e, posteriormente, a realização de uma live session na Music Obsession, do produtor Marcos Sena, que vem com tudo e já é uma figura conhecida aqui nas resenhas, ajudaram a fortalecer a identidade da Verteres e prepararam o terreno para uma nova fase, com um investimento maior na produção musical e audiovisual.

Agora, em 2026, a banda abre mais um capítulo dessa história com “Resiliência”, single que chega acompanhado de um videoclipe de produção mais elaborada.
“Estamos muito empolgados com o lançamento de ‘Resiliência’. Foi feito com muito esmero e carinho. E, pessoalmente, estou feliz em ver o crescimento pessoal dos meus companheiros de banda, principalmente do baterista Luke Almeida, que demonstrou muita maturidade no instrumento, e do Felipe Raiuga, que se consolida como um grande compositor e frontman”, comenta Lucas.
A música representa uma evolução na sonoridade da Verteres, mas também funciona como uma espécie de resumo de tudo aquilo que a banda vem construindo desde o começo: encarar aquilo que tenta te derrubar, absorver o impacto, se adaptar e encontrar uma nova direção para continuar.
Misturando metalcore, intensidade emocional, resistência e uma identidade visual própria, a Verteres segue buscando ampliar seu espaço na cena independente e levar seu som para novos públicos, festivais e palcos.
Segue abaixo o clipe para você conhecer ainda mais o trabalho da Verteres:
Produção clipe: Cácio Zerra
Produção single: Music Obsession – Marcos Sena
Foto: Lilian Beatriz
