A Diocese de Campina Grande anunciou, nesta quarta-feira (15), o afastamento do diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza de todas as atividades religiosas. A medida foi adotada após a repercussão da decisão do Ministério da Educação (MEC), que determinou a demissão do professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) em decorrência de um processo administrativo disciplinar que apurou denúncias de assédio moral e sexual contra estudantes.
Ordenado diácono em 2015, Antônio Lisboa também exercia atividades pastorais na Diocese de Campina Grande. Em maio deste ano, ele havia sido transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.
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Em nota, a Diocese informou que o afastamento segue as normas do direito canônico e que o diácono permanecerá suspenso do ministério enquanto os fatos são apurados.
Segundo a instituição, “o Diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza foi afastado de todas as atividades da Igreja e suspenso do ministério, para apuração dos fatos e investigação”.
A Diocese também afirmou que acompanha o caso e reiterou seu compromisso com a justiça e a verdade.
“A Igreja Diocesana de Campina Grande reitera seu papel na sociedade em defesa da verdade e da justiça, conforme o ordenamento jurídico brasileiro, cumprindo sua missão de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo”, diz outro trecho da nota.
A demissão de Antônio Lisboa foi oficializada pelo Ministério da Educação após a conclusão de um processo administrativo disciplinar. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (14).
De acordo com a portaria do MEC, o professor praticou condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes da UFCG, valendo-se do cargo que ocupava na instituição.
A defesa de Antônio Lisboa informou que recebeu a decisão “com perplexidade” e alegou que requerimentos apresentados durante o processo administrativo não foram apreciados. Os advogados também afirmaram que o professor foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em ação relacionada aos mesmos fatos e anunciaram que recorrerão ao Judiciário para tentar reverter a demissão.
A Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD) da UFCG informou que o procedimento administrativo permanece sob sigilo e ainda não transitou em julgado na esfera administrativa. Segundo a comissão, os autos poderão ser disponibilizados quando o sigilo do processo for encerrado.
