‘Nordestinando’: leia a nova poeseia por Maria do Desterro Leiros da Costa

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Nossa nordestinidade,
Por alguns tão desprezada,
É a raiz mais querida,
A porção mais aguerrida,
Dentro do peito guardada.

Plantada em solo profundo,
Na aridez semeada,
Por um milagre engravida
Na parte mais escondida
De sua terra esturricada.

É um jeito de olhar a vida
Com a lente marejada,
Um sentimento saudoso,
Um bem querer buliçoso,
Uma esperança apojada.

Desdenhada e preterida,
Renasce quando alvejada,
Transforma dores antigas
Em cordéis, sons e cantigas,
De alma poetizada.

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