A vacina aprovada diante do espetáculo midiático em torno da Anvisa; o mal da exposição afeta até a Toga brasileira

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Nos Estados Unidos há uma norma consensual e incontestável de que a Justiça Federal não pode ter suas decisões em ato judicante em tempo real expostas, via transmissão ao vivo, porque há entendimento de que a opinião pública não pode afetar o juízo de valor soberano de cada magistrado.

Em tese, como na vida real, o conceito americano bem podia servir para o modelo brasileiro onde todo mundo, agora a Anvisa, resolveu ser astro de cinema em meio à gravidade de decisões a não merecer trato espetacular.

Em tese, há um movimento querendo tratar decisão judicial em meio ao espetáculo público como não é coerente nem admissível que magistrados sofram influência da mídia e da opinião pública. É consenso.

No caso da Anvisa, pela primeira vez, a sociedade conheceu os bastidores extraordinários da agência só que, agora a super exposição, o que se queria veio depois de 5 horas de espetacularização: as vacinas foram aprovadas.

Talvez agora queiram contratar os atores da Anvisa.

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