O processo preliminar, ao mesmo tempo precoce, voltado à construção do tabuleiro político da Paraíba para 2010 começa a apresentar novidades que, salvo surpresas de última hora, têm deixado figuras de expressão vivendo grave fase de agonia.
Um desses personagens atende pelo nome do deputado federal Luiz Couto o mais importante parlamentar e representante do PT paraibano na contemporaneidade, mas em via de sofrer a mais dura derrota de toda a sua história de militância política no País.
Nesta quinta-feira, o portal WSCOM teve acesso a dados que fulminam com a candidatura de Luiz Couto à presidência estadual nesta fase da campanha.
Pois bem, ninguém mais abalizado do que o presidente nacional da legenda, Ricardo Berzoini, para falar do partido e, como surpresa confirmada, acaba de anunciar apoio à candidatura de Rodrigo Soares.
Há dados adicionais preocupantes ao futuro político de Luiz Couto: em João Pessoa, das 7 candidaturas existentes para o diretório, apenas 2 estão firmes e fortes com ele; 3 outras apóiam Rodrigo e 2 restantes têm conversado mais com o jovem deputado do que com o atual presidente do PT.
Em Campina, a projeção é acachapante contra Luiz: dos 8 candidatos a presidente, 7 estão com Rodrigo.
Talvez por isso agora entenda quando, semana passada, em Brasília, flagrei Luiz Couto convivendo com forte amargura, que ele chama de traição. Nunca pensei que fosse conviver com essa situação dolorosa, que às vezes até nos faz não entender a humanidade, desabafou.
Na verdade, Luiz nem assume mas vive a agonia de agora porque foi na onda de que por ser o mais importante político em militância no PT da Paraíba, isso por si só e, com bafejo dos petistas que detestam Maranhão, seria suficiente para bancar qualquer que fosse o projeto político de futuro, sobretudo, embalado na tese de que Ricardo Coutinho seria a única alternativa de construir novo patamar de projeto para o Estado.
Luiz até poderia ter nutrido esse juízo de valor, mas errou no tempo ao se precipitar já agora misturando as bolas porque neste momento a prioridade não é discutir candidatura ao Governo, mas quem tem o projeto mais majoritário no partido que possa levar a base aliada de Lula a vencer a disputa de 2010.
Agora, com projeções sombrias de futuro próximo, Luiz Couto convive com o desencanto em parte gerado por ele próprio, mas tendo que admitir até a possibilidade de ver a vaga do Senado sumir de suas mãos por pura precipitação, até porque esqueceu que em 2006 fazia campanha no mesmo palanque de Maranhão e algum tempo atrás sua relação com Ricardo era odienta mutuamente.
Mudaram os rumos, mas o PT não mudou de cultura porque sendo o mais democrático partido de todos existentes no Pais ao discutir exaustivamente e no voto a escolha de seus candidatos, ainda assim permite conviver com novos ventos próximos de velhos companheiros de jornada passada, mesmo que, na prática, até o dia de hoje todos estejam na mesma base de Lula Couto, Ricardo Coutinho, Maranhão, Luciano Cartaxo, Manoel Jr, etc.
Pena que nesse bonde a cadeira de Luiz Couto foi ocupada por sua pressa, por isso pode pagar o preço da precipitação e da perda de perspectiva, mesmo sem merecê-lo de mérito.
É a vida.
A outra face da postura de Cássio
O ex-governador Cássio Cunha Lima gerou um clima de frustração em parte de seus aliados que queriam, já agora, vê-lo apoiando Ricardo Coutinho mas, depois de passado furor da repercussão de sua entrevista na API, é preciso admitir que ele está jogando certo.
Como? Ora de uma só vez enquadrou Cícero e Efraim como dependentes de suas manobras, sem contar outras lideranças de tamanho intermediário, e de quebra fez Ricardo refém de seus votos.
Ainda acham que ele errou!
Três candidaturas
Pesos pesados ligados a RC acham que ele está convencido de três candidaturas ao Governo no primeiro turno.
Não vemos outra alternativa neste momento, repetiu uma Fonte pule de 10, tinindo de forte.
Feira de outros valores
Já vi o SEBRAE agir com pluralidade e tratamento de justiça em questões de relacionamento com o setor produtivo. Isso não é o ocorre nos tempos de hoje, sobretudo, a partir de Brasília que insiste em tratar indignamente o Brasil empreendedor oriundo do Nordeste.
Mas um dia isso vai mudar.
Última
Tudo muda o tempo todo no mundo….