Movimentos populares, partidos e entidades sindicais ligados à esquerda realizam manifestações nesta segunda-feira (7), Dia da Independência do Brasil, em 24 das 27 unidades da federação. Na Paraíba, a mobilização ocorre em João Pessoa, Campina Grande e Patos, com pautas voltadas a direitos sociais, trabalho, moradia, soberania e combate à violência contra as mulheres.
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Os atos integram a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, que neste ano tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A mobilização nacional ocorre entre 1º e 12 de setembro, com maior concentração durante a Semana da Pátria.
Em João Pessoa, a concentração está marcada para as 9h, no Parque Solon de Lucena, no Centro. A caminhada deve começar às 10h, simultaneamente ao desfile cívico-militar oficial da Semana da Pátria.
Na Capital, os organizadores também devem levar às ruas reivindicações relacionadas ao mercado de trabalho e às condições de vida nas periferias. Entre as bandeiras está o fim da escala 6×1, além da defesa de políticas de segurança orientadas pela cultura da paz.
Atos também ocorrem no interior
Em Patos, a manifestação foi realizada neste sábado (5), a partir das 7h, na Praça Cícero Sulpino, conhecida como Praça do Guedes.
Já em Campina Grande, o ato está previsto para as 9h, com concentração na região da Praça Clementino Procópio ou no entorno do Açude Velho.
A mobilização paraibana faz parte de uma programação que também reúne atos em outras regiões do país. Entre as capitais com manifestações confirmadas estão Maceió (AL), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Recife (PE), Aracaju (SE), Cametá (PA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
Em São Paulo, o principal ato está previsto para ocorrer na Praça da Sé, das 9h às 11h30.
Pautas
Entre os temas apresentados pelo movimento neste ano estão:
- Fim da escala de trabalho 6×1;
- Investimentos em educação pública de qualidade;
- Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS);
- Combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres;
- Enfrentamento ao racismo;
- Combate à LGBTfobia;
- Redução do déficit habitacional;
- Defesa da soberania;
- Enfrentamento aos conflitos no campo;
- Reivindicações de comunidades e movimentos populares;
- Defesa de políticas de segurança baseadas na cultura da paz.
O hino do Grito dos Excluídos de 2026 tem como refrão “É terra, é paz, é moradia / Mulheres vivas, soberania”. A música aborda ainda temas como trabalho, saúde, moradia e justiça e faz críticas à “injustiça” e à “opressão”.
Tradição desde 1995
Criado em 1995, o Grito dos Excluídos surgiu como uma mobilização popular realizada em contraponto ao desfile oficial de 7 de Setembro. A primeira edição teve como lema “Vida em Primeiro Lugar”, que permanece como referência do movimento.
Ao longo dos anos, o 7 de Setembro passou a ser utilizado pelo grupo como espaço para apresentar reivindicações sociais e políticas. Em 2026, a organização mantém essa proposta com o lema voltado à terra, paz, moradia, direitos das mulheres e soberania.
Na Paraíba, os atos também buscam dar visibilidade às demandas dos trabalhadores, movimentos populares e comunidades das periferias durante o feriado nacional.

