João Gonçalves faz reflexão sobre abolição e alerta para o crescimento do trabalho escravo em áreas urbanas

“A liberdade assinada no papel muitas vezes não significou a igualdade na prática”, disse o deputado estadual João Gonçalves (PP), sobre o Dia da Abolição da Escravatura, na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta quarta-feira (13). O parlamentar destacou que a data não deve ser apenas uma lembrança, mas uma oportunidade para encarar “uma ferida da nossa nação”.

O deputado relembrou da assinatura da Lei Áurea. Para ele, foi encerrado um ciclo de mais de 300 anos de desumanização, período em que homens e mulheres tiveram sua dignidade “esmagada”. “Nós precisamos ter honestidade histórica para dizer que a liberdade assinada no papel muitas vezes não significou a igualdade na prática” disse João Gonçalves.

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De acordo com o deputado, dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que só em 2025, cerca de 2.700 trabalhadores foram resgatados de ações de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil.

“Pessoas vivendo de alojamentos desumanos, sem água potável, sem dignidade, sem salário justo, sem liberdade” disse o parlamentar. O deputado completou: “e o mais revoltante, pela primeira vez, a maioria dos resgates aconteceram em áreas urbanas, ou seja, a escravidão moderna não está apenas escondida no meio do mato” disse João Gonçalves.

Ele defendeu a necessidade de um país onde o trabalho atue como instrumento de dignidade e não de sofrimento ou humilhação.

Ao encerrar seu registro na tribuna, o parlamentar também lembrou outra celebração da data, o Dia do Zootecnista, mencionando sua trajetória pessoal. “Parabenizo os zootecnistas, minha primeira formação foi em 81, na Universidade Federal em Areia”, disse João Gonçalves.

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