O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) afirmou que pretende se afastar da vida política após as eleições deste ano, ao mesmo tempo em que confirmou seu apoio ao bloco de oposição na Paraíba. Durante entrevista, ele explicou que decidiu não disputar o pleito atual após a maioria do grupo optar pela candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
Segundo Pedro, a decisão de recuar da candidatura foi tomada ainda no fim do ano passado e envolveu um gesto de “desprendimento” político. “Em alguns momentos, a política nos pede coragem, como foi em 2022. Em outros, pede desprendimento, e foi o que aconteceu agora”, declarou.
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O ex-parlamentar destacou que seguirá atuando na campanha eleitoral até outubro, contribuindo especialmente na elaboração de propostas, com foco na área da educação. No entanto, após o período eleitoral, pretende se afastar das atividades políticas.
“Vou me envolver na eleição, ajudar no plano de governo, mas passado outubro quero me distanciar. Cheguei num limite”, afirmou. Apesar disso, ele não descarta um possível retorno no futuro. “Sou novo, o tempo vai dizer se é um até breve ou um adeus”, completou.
Pedro também fez um balanço da sua trajetória política, marcada por cerca de 12 anos de atuação no campo das oposições na Paraíba. Ele mencionou as dificuldades enfrentadas ao longo desse período, incluindo críticas constantes e o desgaste inerente ao ambiente político.
“Para estar nesse lugar, é preciso ter energia e motivação. Quem conhece a política por dentro sabe que não é fácil”, disse. O ex-deputado relembrou ainda o início de sua carreira, quando, aos 25 anos, defendia medidas como a redução de custos no serviço público, motivado por um ideal de transformação.
Enquanto isso, aliados aguardam uma definição mais clara sobre o papel que Pedro ou integrantes da família Cunha Lima poderão desempenhar na chapa ou no processo eleitoral como um todo. Ao reafirmar seu compromisso com o grupo até o fim do pleito, ele afirmou: “Tô dando aula, tô com outras atividades, mas meu foco continua sendo a política até outubro.”