Com o objetivo de criar uma frente de oposição para barrar a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) voltaram a dialogar por telefone. A informação foi divulgada originalmente pelo jornal O Globo, e marca o reinício de uma articulação que estava travada desde o final de 2025 devido a conflitos internos no núcleo bolsonarista.
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Apesar das divergências recentes, dirigentes do PL cearense veem a aliança com o pedetista como a alternativa mais viável contra o PT, e o próprio Ciro tem demonstrado abertura ao acordo. O modelo em discussão prevê:
Governo do Estado: Candidatura liderada por Ciro Gomes.
Senado: Vaga na chapa destinada ao PL. Os nomes mais cotados internamente são os da vereadora de Fortaleza Priscila Costa e do deputado estadual Alcides Fernandes.
Para consolidar as tratativas com parlamentares e dirigentes locais, Flávio Bolsonaro agendou uma viagem a Fortaleza com previsão de ocorrer no mês de abril.
O impasse criado por Michelle Bolsonaro
A aliança precisou ser paralisada em dezembro do ano passado após uma intervenção pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o evento que lançou a pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao governo cearense, Michelle criticou duramente a união com Ciro, afirmando que o PL estava se precipitando ao fazer acordo com alguém que ataca o ex-presidente Jair Bolsonaro e chama sua família de “ladrão e bandido”.
A declaração expôs um racha. Flávio Bolsonaro rebateu a ex-primeira-dama à época, afirmando que ela havia “atropelado” um movimento político que já contava com o aval de Jair Bolsonaro.
Recentemente, Ciro Gomes também comentou o episódio que esfriou as negociações. Segundo o pedetista, a fala de Michelle “humilhou” o deputado André Fernandes, o que forçou o PL a pedir um tempo nas conversas para tentar pacificar a crise interna antes de voltar à mesa de negociações.