“Decepções fazem parte do processo”. afirma João Azevêdo sobre rompimento com Cícero, Léo e Felipe Leitão

O governador João Azevêdo expressou sua decepção com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, com o vice Léo Bezerra e com o deputado estadual Felipe Leitão – seus antigos aliados políticos. De acordo com João, os argumentos que utilizaram para romper a aliança não foram plausíveis, mas expressaram o desejo pessoal de cada um.

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A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (4) em entrevista à rádio Pop. Segundo João, o apoio dado nas últimas eleições não será cobrado, mas o deixou decepcionado.

“Eu não tenho dúvida nenhuma que cada um dos nomes citados [Cícero, Léo e Felipe] fez suas escolhas. Eu não faço política passando na cara, de quem quer seja, aquilo que eu fiz quando eu apoiei e quando eu decidi em um determinado momento ir para a rua, colocar a cara à tapa e demonstrar verdadeiramente o meu compromisso”, pontuou.

“Eu fiz porque quis, e como eu fiz porque quis, eu também não me acho no direito de depois cobrar”, completou o pré-candidato a senador.

João também afirmou que teve uma conversa com Cícero Lucena em que lhe disse que os argumentos que foram postos para romper o grupo não o convenceram. Além disso, o governador enfatizou que é contra a nova aliança formada pelo prefeito que, segundo ele, é composta por pessoas que eram pessoas que Cícero “falava mal” antes de anunciar a pré-candidatura ao governo do estado.

No caso de Léo, João ressaltou que o disse que nada seria cobrado, mas que ainda está aberto para conversar novamente. Já sobre Felipe Leitão, João relembrou a ajuda que deu na campanha da atual prefeita de Bayeux, Tacyanne Leitão – esposa de Felipe. Segundo o governador, ele não irá cobrar a lealdade e Felipe fez sua escolha pessoal.

“Discordo plenamente dessa postura tomada, mas isso são decisões pessoais. E quando uma decisão pessoal é colocada na mesa, o que é que você pode fazer? Nada. Quando alguém chega para você e diz assim: “Não, eu quero ser candidato a governador porque essa é a minha última oportunidade”. Isso não é argumento para convencer ninguém, mas é argumento para convencer ele mesmo”, colocou o governador.

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