PSD não abre mão do Planalto, afirma Kassab: ‘chance zero de não ter candidato’

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido não abrirá mão de lançar candidatura própria à Presidência da República nas próximas eleições. Em entrevista à Band, o dirigente foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de composição que leve a legenda a apoiar outro nome. Segundo ele, o PSD dispõe atualmente de três pré-candidatos considerados competitivos e a definição ocorrerá no momento adequado do calendário eleitoral.

“Chance zero de não termos uma candidatura própria”, declarou Kassab, ao reforçar que a estratégia nacional do partido é disputar o Palácio do Planalto. De acordo com o presidente da sigla, o PSD está estruturado para apresentar um nome viável e com capacidade de liderança nacional. “Temos três excelentes pré-candidatos. Um deles será escolhido e, se vencer, será um grande presidente da República”, afirmou.

Durante a entrevista, Kassab também comentou o cenário político em São Paulo e fez elogios à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, o chefe do Executivo paulista apresenta índices históricos de aprovação e reúne condições favoráveis para uma eventual reeleição. “É um dos melhores governadores dos últimos 50 anos em São Paulo, com indicadores que nenhum outro governador teve nas últimas décadas”, avaliou.

Ao relembrar as eleições presidenciais de 2022, Kassab explicou que o PSD optou por não lançar candidato próprio naquele pleito por falta de um nome que reunisse consenso interno. Ele destacou que houve tentativas de articulação com lideranças como o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que preferiu permanecer à frente do Legislativo diante do cenário de instabilidade institucional da época. Também houve diálogo com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que acabou desistindo da disputa.

Kassab ainda abordou a relação do PSD com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltando que a participação de quadros do partido na Esplanada dos Ministérios ocorreu de forma regionalizada, conforme o apoio prestado durante a campanha. Segundo ele, ministros da legenda integraram o governo em razão do engajamento direto nos estados, a exemplo do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Ao final, Kassab reiterou que o PSD trabalha com foco na próxima disputa presidencial e reafirmou a decisão estratégica da sigla. “O partido terá candidato próprio. Essa é uma decisão consolidada”, concluiu.

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