João Pessoa recebeu nesta sexta-feira (23) a visita da ministra da Cultura, Margareth Menezes, recebida pelo governador João Azevêdo para uma série de anúncios do setor, apontado como um dos pilares da gestão estadual. Durante a solenidade, que reuniu classe artística, lideranças políticas e representantes de comunidades tradicionais, foram assinadas ordens de serviço para novos centros de cultura, além de editais e parcerias com universidades e o Instituto Federal de Educação (IFPB).
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Em entrevista, o governador João Azevêdo destacou a evolução exponencial do orçamento destinado à pasta, comparando o cenário atual com o início de sua gestão.
“Esse estado tem recebido um olhar atento com relação à cultura. Eu me lembro que em 2019, quando eu assumi o governo, o investimento na cultura era de 10 milhões de reais. Em 2025, agora, nós passamos de 111 milhões de reais de investimento”, pontuou o governador.
Azevêdo enfatizou que a cultura deve ser encarada para além do simbolismo histórico, sendo tratada como um vetor de desenvolvimento econômico: “É um segmento econômico que precisa ser entendido e visto assim, porque gera emprego, gera renda, muitas pessoas dependem desse segmento para sobreviver. (…) Como é bom saber que o presidente Lula retomou essa política de uma forma muito forte.”
Parceria e Lei Paulo Gustavo
A ministra Margareth Menezes elogiou a eficiência da Paraíba na execução das políticas públicas federais, citando a implementação da Lei Paulo Gustavo como exemplo de sucesso na administração de João Azevêdo.
“A Paraíba tem uma contribuição cultural muito importante para o nosso Nordeste, para o nosso Brasil. Nesse momento, o Ministério da Cultura, na administração do presidente Lula, retomou os investimentos. E a Paraíba, especialmente, aderiu à política de maneira tão assertiva; para mim é uma alegria muito grande estar aqui”, declarou a ministra.
Governança
O evento também marcou a posse dos novos conselheiros do Conselho Estadual de Política Cultural (Consecult), um passo para fortalecer a governança participativa. Além disso, novas legislações foram apresentadas visando desburocratizar o fomento à produção artística local.
A representatividade das comunidades tradicionais foi destaque com a participação da mestra quilombola Nalva de Rita de Chicó, da artista cigana Marcylânia Alcântara e do cacique potiguara Sandro. O público acompanhou apresentações de toré indígena, papangus, o tradicional Boi de Seu Antônio e sanfoneiros quilombolas.
O encerramento ficou por conta da cantora Sandra Belê, ao interpretar as canções “Para agradecer” e o hino não-oficial do estado, “Paraíba Jóia Rara”.