BRASIL 247 – A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece praticamente estável no início de 2026, com um cenário de divisão entre aprovação e desaprovação. De acordo com levantamento AtlasIntel divulgado nesta quinta-feira (22), pouco mais da metade dos brasileiros declara reprovar a atuação do chefe do Executivo, enquanto a taxa de aprovação se mantém próxima, dentro da margem de erro da pesquisa.
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Os dados mostram que 50,7% desaprovam o presidente, exatamente o mesmo percentual registrado no levantamento anterior, realizado em dezembro. Já a aprovação aparece com 48,7%, uma oscilação negativa de 0,1 ponto percentual em relação ao mês passado.
O estudo ouviu 5.418 pessoas entre os dias 15 e 20 de janeiro, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. O levantamento permite observar diferenças significativas na avaliação do governo quando considerados recortes como gênero, faixa etária, escolaridade, renda, religião e região do país.
A desaprovação ao presidente Lula é mais elevada entre os homens, grupo no qual o índice chega a 58,5%. O percentual sobe de forma expressiva entre jovens de 16 a 24 anos, alcançando 75,5%. Também se destacam taxas mais altas de reprovação entre pessoas com escolaridade até o ensino médio (62,8%), com renda familiar entre R$ 2.000 e R$ 3.000 (55,7%) e entre evangélicos, onde a desaprovação atinge 74,2%.
Do ponto de vista regional, o Norte concentra um dos maiores índices negativos ao governo federal, com 64,9% de desaprovação ao presidente.
Por outro lado, a aprovação do governo Lula é mais forte entre as mulheres, com 55,9%. O apoio cresce de maneira consistente entre os mais velhos: na faixa etária de 60 a 100 anos, a aprovação chega a 73,3%. Também apresentam índices elevados os entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental (61,2%) e aqueles com renda familiar acima de R$ 10 mil, grupo em que 58,3% aprovam a gestão presidencial.
A pesquisa ainda aponta forte aprovação entre agnósticos ou ateus, segmento no qual o índice chega a 84,2%. Regionalmente, o Nordeste segue como o principal reduto de apoio ao presidente, com 57,2% de avaliação positiva.