Muita gente considera normal a escolha de uma pessoa para comandar a área pública, como de um segmento estratégico, a exemplo da Comunicação, mesmo assim ouso dizer que o ex-governador Antônio Marques da Silva Mariz tinha um filtro diferenciado para a escolha contemporânea.
Vamos explicar: em 1995, ano da eleição de Mariz, ele dispunha de uma equipe leal extraordinária, a partir de Juarez Farias, Otacílio Silveira, Ronald Queiroz (grande Ronald), Tânia Bacelar/Dudu, Jorio Machado, etc. Este núcleo, reunido no apto de Juarez, resolveu apontar o competente Jório como Secretário de Comunicação.
Nesse encontro, o então vice-governador José Maranhão pediu a palavra e disse: “Mariz, ninguém duvida da história e dedicação de Jório à nossa causa. Mas, por dever de justiça, devo dizer a todos que a participação de Walter Santos nesta campanha foi sem igual. Até devolver dinheiro ele devolveu”.
Mariz, como sempre sisudo, declarou : Isso está resolvido. Em sendo assim, Walter Santos é o Secretário de Comunicação”. Neste caso, Jório será indicado para Secretaria de Justiça.
ANTES DAS POLÍTICAS
Mal chegamos na SECOM havia um movimento para convencer Mariz a demitir a esposa do radialista Antônio Malvino, da então rádio Sanhaua. A causa dos argumentos: durante a campanha, Malvino “matou” Mariz dezenas de vezes movido pela campanha pro Lúcia Braga.
Quando soube do movimento, fui a Mariz e argumentei: “governador, o senhor é homem culto, bilíngue, intelectual de primeiro mundo por isso não pode se submeter ao quinto mundo e demitir uma mulher que nada tem a ver com nossa disputa! Mariz me olhou e disse: vc tem razão. E ela não será demitida”. Ainda bem.
O PRIMEIRO EDITAL DE PUBLICIDADE
Em 1995, ninguém sabia o que era Edital de Propaganda pois até 1994 do vingava a indicação do Governo. A MIX, importante e qualificada empresa, era única. Fomos nós quem estartamos junto ao Tribunal de Contas a primeira licitação.
Antes, por urgência, precisamos gerar concorrência para escolha do slogan do Governo Mariz. Foram muitas agências, mas venceu a Oficina Propaganda, de Milton Nobrega, Martinho Moreira Franco e Alberto Arcela. A arte e o slogan era “GOVERNO DA SOLIDARIEDADE”. Mariz era assim.
Em tempo: em 1995, quatro agências foram habilitadas para atender o governo: a MIX, oficina de Propaganda, Real e a Guy Joseph.

O MAIOR AUMENTO
Ainda hoje repercutem aos veteranos da Secom Pb. Em 1995, convencemos o chefe da Casa Civil, Ronald Queiroz, e o próprio governador que os funcionários da Comunicação do Estado (Secom, A união e Rádio Tabajara) nunca na história tinham sido reconhecidos pelo governo.
Depois de muitos debates eles se convenceram em aplicar creio que era 300% de reajuste – nunca na história isso aconteceu. Lembro que teve servidor que passou uma semana de cachaça por não acreditar no volume do reajuste. Mariz sempre foi diferente.
CONSELHO DE COMUNICAÇÃO
Vamos combinar: Antônio Mariz via e agia muito além de seu tempo. Foi com ele e Ronald Queiroz que criamos, debatemos e íamos criar o Conselho Estadual de Comunicação em 1995 dialogando com o então deputado estadual Chico Lopes, do PT.
Ainda hoje a sociedade não dimensiona o que regulamentar as empresas de comunicação públicas e privadas – algo que ainda faz falta no mundo digital.
Sem falar na Rádio Tabajara com foco revolucionário sob a gestão de Petrônio Souto
Eis o resumo da visão revolucionária de Antônio Mariz.
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“Cada um dá o que tem”
