Dos 9 governadores do Nordeste apenas João Azevêdo, da Paraíba, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Paulo Dantas, de Alagoas e Carlos Brandão, do Maranhão, são candidatos à reeleição com chances de reeleição. Os outros 5 chefes de Estado são noviços no comando de governo – todos precisando conviver com o extraordinário Pacto denominado Consórcio Nordeste. São realidades distintas a merecer condução coletiva bem resolvida.
Em princípio, Paulo Dantas e Carlos Brandão convivem com mandato tampão conquistado nos últimos tempos da desincompatibilização, diferente de Azevêdo e Fátima Bezerra com maior convivência no âmbito do Consórcio, a partir de 2023 a exigir novas estratégias para fortalecer todo Nordeste e evitar o “cada um que se vire” numa realidade em que a possibilidade de Lula presidente exige outra estrutura coletiva de diálogos e escolhas bem resolvidas de prioridades.
O DESAFIO DO CONSÓRCIO
Possa ser que alguns dos novos governadores não compreendam, mas o Consórcio está a exigir desde agora, mesmo com a estrutura de quem está deixando o Poder, a deflagração de um planejamento contemporâneo, preliminar, inovador e bem resolvido para definição dos objetivos comuns enquanto Nordeste integrado, e não cada um por si puxando a brasa para sua sardinha. Assim não funciona.
NOVA CULTURA COLETIVA
O Consórcio Nordeste precisa construir meios de gerar uma estrutura capaz de planejamento prévio para gerar cuidados e estratégias capazes de permitir um Norteamento precoce com instâncias de saber planejador visando cuidar do terreno político e de metas a abrigar todos os governadores numa cultura e concepção fortemente coletiva.
Urge este desencadear de projeto preliminar, consistente e preparatório porque do contrário o perigo de desarticulação pode afetar um dos mais bem consolidados Fóruns de natureza agregadora como não havia antes.
A impressão é de que o Consórcio passou a existir e se consolidou pela circunstância do vazio deixado pela Sudene e diante da oportunidade imposta pela Covid impondo articulação de Conselho Científico, da mesma forma de 13 Grupos de Trabalho nos 9 estados mas agora a exigir reagrupamento melhor resolvido.
Em síntese, a perspectiva de Lula presidente exige ações preliminares urgentes para permitir avanços consistentes do Consórcio Nordeste visando avançar como reforço regional em diversas áreas impedindo o salve-se quem puder.
O Consórcio tem chances de ser referência nacional continuada se quiser avançar enquanto conjunto e não individual.
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“O olho que existe/ é o que vê…”
