A senadora Simone Tebet, pré-candidata à Presidência da República pelo MDB, declarou nesta sexta-feira (10) que está na torcida pela candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Governo da Paraíba nas eleições de 2022. Ela também teceu elogios ao colega parlamentar e ao seu modo de fazer política.
“É uma família que caminha junto com minha há muito tempo. Meu pai era amigo de Vital. A Paraíba conhece. Veneziano tem tudo para dar continuidade. Ele tem uma coisa muito particular, que eu acredito que falta muito hoje na política brasileira, e falta muito em muitos companheiros no Senado, na Câmara, que eu não vejo, o que ele faz, ele faz com o coração, esse olhar mais humano para as pessoas que mais precisam. Isso eu acredito que ele aprendeu de berço, então essa vontade de servir de Veneziano é fundamental na política brasileira. Eu só posso torcer e dizer que serei uma soldada que carregarei essa bandeira do MDB, que é uma bandeira da justiça social.”, afirmou Simone Tebet em entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais de Rádios.
Líder da bancada feminina no Senado Federal, ela falou sobre a importância do trabalho que tem exercido e da parceria com a senadora Nilda Gondim, colega de partido e mãe do senador Veneziano.
“Nilda Gondim, minha companheira de luta aqui nas causas femininas. Nós temos aqui uma bancada muito forte, e eu tenho o privilégio de ser a primeira mulher líder da bancada feminina e temos muitos embates, não só no Combate à violência contra mulher, que é uma causa que só a mulher sabe o quanto é cara, mas também na causa que procura através de projetos de lei, através da nossa voz, dar protagonismo a mulher, para que ela não fique só na sombra. Que ela possa ter voz, que ela possa ter vez no mercado de trabalho, como dirigente, porque a mulher é tão preparada tanto quanto o homem”, afirmou.
Simone Tebet, que teve sua candidatura para a Presidência da República lançada na última quarta-feira (8), também falou sobre a disputa nacional. Ela destacou a necessidade de a população ter nomes para além do passado e do presente, fazendo referência ao ex-presidente Lula (PT) e o atual chefe do executivo, Jair Bolsonaro (PL).
“Essa eleição vai ser a eleição da nossa vida. Vai mudar a vida das pessoas, vai passar a mensagem do que podemos fazer pelo país e do que vamos fazer. Quando digo vamos, digo não só de mim, mas dos candidatos, pré-candidatos, que se colocam na disputa eleitoral. Não posso imaginar um país que só tenha opções de voltar ao passado ou ficar no presente. Eu acho que nesse momento é o momento dos partidos democráticos botarem o bloco na rua, apresentarem seus pré-candidatos para depois (em março e abril) haver uma convergência.”, disse.
Ela ainda e reforçou a importância de uma candidatura feminina diante da conjuntura do país, onde a maioria da população é composta por mulheres, que são eleitoras, trabalhadoras, mães, e que precisam ser representadas.
“Onde já se viu, onde nós temos a maioria da população brasileira de mulheres, de mães, de donas de casa, de trabalhadoras, não ter, num momento de tanta dor, de tanta morte por conta da pandemia, de tanta dor porque nossas crianças estão dormindo com fome, a gente não ter uma voz de mãe falando sobre esse assunto. Então, foi uma das coisas que me motivou”, declarou a senadora.
