Após ameaça de Ciro, bancada do PDT recua e vai votar contra a PEC dos Precatórios

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A pressão de Ciro Gomes em cima do PDT na Câmara Federal parece ter dado certo. O presidente da sigla, Carlos Lupi, afirmou nesta nesta terça-feira (9) que 12 deputados devem mudar de posição e passar a votar contra a PEC dos Precatórios. O anúncio aconteceu após reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília, no início da tarde. Está prevista para esta terça a continuidade da votação da matéria – o texto-base foi aprovado em primeiro turno na madrugada da última quinta-feira (4).

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O anúncio de Lupi reforça decisão tomada na noite de segunda-feira (8) pelo líder da bancada na Câmara, Wolney Queiroz (CE). Após reunião com deputados da legenda, o parlamentar disse que a sigla mudaria de posição e passaria a orientar contra a PEC dos Precatórios.

O líder da legenda na Casa, Wolney Queiroz (PE), afirmou que o partido votará contra a PEC dos Precatórios no segundo turno. “Hoje à noite [ontem], por maioria, decidimos mudar a posição da bancada na votação em segundo turno da PEC 23. A decisão se deu em nome da preservação da nossa unidade partidária”, escreveu no Twitter.

Hoje à noite, por maioria, decidimos mudar a posição da bancada na votação em segundo turno da PEC 23.
A decisão se deu em nome da preservação da nossa unidade partidária. #PEC23 #PDTnaCâmara

— Wolney Queiroz ?? (@WolneyQueirozM) November 9, 2021

 

Durante votação no primeiro turno, a bancada pedetista orientou os seus deputados a apoiarem a PEC. O próprio Wolney deu voto favorável à medida. Dos 24 votos do PDT, 15 foram favoráveis e apenas seis contrários. Três deputados não votaram. O apoio do partido foi considerado decisivo para a aprovação do texto, conquistada em margem apertada: 312 votos a 144, sendo que eram necessários pelo menos 308 votos para a aprovação.

“Nós conversamos e, principalmente, a nossa avaliação é que seria um cheque em branco a um governo incompetente, um governo despreparado, e isso seria o descumprimento de um conceito básico da Constituição, que a decisão tramitada em julgado da Justiça se cumpre, simples assim”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi, após o encontro.

O presidente do PDT afirmou também que não foi necessário “fechar questão” contra a proposta – nesse caso, há a previsão de punição do partido se o parlamentar não seguir a orientação. “Quando se tem uma decisão, a questão já está mais do que esclarecida. Isso foi conversado de um a um, não tem necessidade de ter um fechamento. Houve um consenso de todos para acompanhar nesse sentido”, disse.

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