No estado da Paraíba em tempos presentes não existe outra conversa pululante que não seja a possibilidade do governador João Azevedo abrir diálogo com o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, visando o futuro da sucessão estadual.
É verdade, é, tem definição resolvida, não, mas tudo depende de muitos cenários entre os quais os de Lula que conversa com Deus e o Diabo, mas com João a turma dele acha que não pode. Pode.
João Azevêdo já sinalizou diversas vezes com Lula, propôs tudo, mas a opção por Ricardo Coutinho na Paraíba travou porque os estrategistas de “Primeiro Mundo” Paulista ignoraram e ignoram a existência do governador do tamanho que ele é. A dados de hoje o maior eleito na Paraíba, muito mais que o Ex.
Em tempo: até antes da crise, 80% do PT apoiavam (e ampliam) o acordo de Lula com João, mas os estrategistas de São Paulo ignoram a realidade e terminam por construir o mesmo pragmatismo de Lula de conversar com todo mundo. Lula pode, João não?
Ledo engano. A conjuntura da Paraíba não depende mais de Ricardo Coutinho, entretanto o futuro de atrair João precisa se reciprocidade, algo que o ex-presidente marcou e desmarcou por várias vezes, como se João fosse mamulengo de uma cena em que Lula precisa dele.
Voltaremos ao tema.

