Ministro Queiroga até pode, mas não é ético rasgar princípios, como uso de máscaras para favorecer o negacionismo

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Dentro e fora do governo bolsonarista há um conceito além de ideologias de que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem adotado gestão qualificada dentro de limites do Ministério da Saúde, mas nesta quarta-feira (18), ele extrapolou e pôs em risco sua reputação ao dizer que é contra o uso da máscara ainda neste tempo presente.

Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ele até tem a liberdade de externar e defender sua posição bolsonarista, mesmo com tantas reações, mas defender o não uso da máscara ainda num tempo de variantes no País é postura que fere os princípios de Hipócrates.

NA MÍDIA

Segundo os principais veículos do País, em especial a Revista NORDESTE, O ministro da Saúde provocou incredulidade entre médicos e cientistas nesta quarta-feira (18) ao desprezar um consenso planetário das autoridades de saúde sobre a prevenção da Covid.

Em entrevista, pra variar, a um site bolsonarista, investigado por divulgar “fake news”, Queiroga disse que é contrário à obrigatoriedade do uso de máscaras.

“Somos contra essa questão de obrigatoriedade. O Brasil é um país que tem muitas leis, e as pessoas infelizmente não as observam. O uso da máscara tem que ser um ato de conscientização. O benefício é de todos, o compromisso é de cada um. Então, não tem sentido essas multas. Não se pode criar uma indústria de multas.”

INDO ALÉM DA CONTA

O digno ministro não precisa chegar a este estágio deplorável de rasgar princípios em nome de ideologia política de natureza retrógrada.

Pegou muito mal.

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