Desde cedo, lá no princípio e/ou começo do Governo Bolsonaro, já se tinha como advertência o sério perigo que estaria em construção na realidade brasileira por conta do envolvimento de militares na composição das equipes administrativas e cargos civis, em especial na Saúde.
O fato é que, desde a ascensão do General Eduardo Pazuello e do coronel Elcio Franco na Saúde, sem contar os outros ministros generais em Pastas Civis no Palácio do Planalto, além de sargentos e cabos, etc, em vários ministérios , sem que se advertissem este saldo político poderia incorrer em problemas como se registram na atualidade.
Esta é a conjuntura a expor o envolvimento de diversos agentes públicos com o carimbo militar revelando negociatas em torno da vacina com tamanha insistência que já gerou menção do senador Omar Aziz e a reprimenda do Comando das Forças Armadas com desdobramentos preocupantes.
A rigor, em nenhum momento até agora a CPI da COVID no Senado tratou de generalizar o evolvimento das Forças Armadas em escândalos – e isto se dá com a responsabilidade dos senadores – mesmo assim não há motivos para ameaças institucionais quando se apura o envolvimento real de militares com atitudes suspeitas na Saúde, sobretudo em propinas para aquisição de vacinas- algo inadmissível.
Em síntese, o quadro preocupante não pode inibir a CPI de apurar e apontar responsáveis em escândalos.
