O ex-presidente Lula (PT) se pronunciou pela primeira vez, nesta quarta-feira (10), sobre a decisão monocrática do ministro do STF Edson Fachin, que anulou na segunda-feira (8) as sentenças da Lava Jato. Ele se disse vítima de uma ‘mentira jurídica’.
“Sou vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história. Então, se tem um cidadão que tem direito de ter profundas mágoas, sou eu. Mas não tenho. O sofrimento que as pessoas pobres estão passando é infinitamente maior…”, declarou em entrevista no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Lula agradeceu a Fachin pela decisão que suspendeu os processos da Lava Jato em Curitiba contra ele. Ele chamou os procuradores de ‘quadrilha’.
“Anteontem, foi um dia gratificante. Eu sou agradecido ao ministro Fachin porque ele cumpriu uma coisa que a gente reivindicava desde 2016. A decisão que ele tomou tardiamente, 5 anos depois, ela foi colocada por nós desde 2016. A gente cansou de dizer, a inclusão do Lula e a inclusão da Petrobras na vida do Lula como criminoso era a razão pela qual a quadrilha de procuradores da Lava Jato, não o Ministério Público, a quadrilha de procuradores da força-tarefa e o Moro entendeu que a única forma de me pegar era me levar para a Lava Jato, porque eu já tinha sido liberado em vários outros processos fora da Lava Jato, mas eles tinham uma obsessão porque eles queriam criar um partido político”, continuou.
O ex-presidente também alfinetou o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol: “Eu tenho certeza que eles estão sofrendo muito mais do que eu sofri, porque eles sabem que eles cometeram um erro e eu sabia que eu não tinha cometido um erro”.
No final, Lula disse que a Lava Jato não faz mais parte da sua vida.
“A Lava Jato desapareceu da minha vida. Não espero que as pessoas que me acusam parem de me acusar, estou satisfeito que tenha sido reconhecido o que meus advogados vem dizendo a muito tempo. O presidente é inocente”, declarou.
A fala de lula também ocorre após a retomada do julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na 2ª turma do STF. O julgamento está em 2 a 2 e foi adiado, ontem.
Veja a entrevista de Lula:
