Maranhão encerra a safra longeva da política, sai da vida pública sem mácula, mas no final se afastou do legado do MDB histórico

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O anúncio nesta segunda-feira da morte do senador José Maranhão sepulta o último dos maiores líderes políticos do Estado, ele que começou cedo na Assembleia Legislativa, foi cassado pela Ditadura no então PTB, mas foi no MDB que se consolidou como deputado, vice-governador e governador com maior tempo no exercício do mandato. Ele parte como membro de uma geração de lideres, agora em fim de carreira.

A síntese de Maranhão é de um político vitorioso, sem máculas e com dosagem de sorte por ter sido escolhido pelo governador Antônio Mariz para ser seu vice sabendo que o então governador Ronaldo Cunha Lima queria Carlos Dunga ou Gilvan Freire num tempo em ele corria riscos de não se reeleger federal.

Ao assumir o governo em 1995 com a morte prematura de Mariz, Maranhão soube se reeleger em 1998 e voltar ao governo em 2003 com a cessação de Cássio Cunha Lima passando a ser eleito ao Senado, de onde encerra a carreira aos 87 anos.

Evidentemente enfrentou várias crises com os Cunha Lima que não o aceitavam como líder mas ele soube se impor.

O MDB E A HISTÓRIA

Em 2016 em diante, Maranhão se afastou do legado do MDB de Ulisses Guimarães, Pedro Simon, Humberto Lucena, Antônio Mariz e Ronaldo Cunha Lima quando todos eram a resistência democrática que construiu a Constituinte de 1988 quando ele passou a apoiar o oportunismo de Michel Temer e tudo o que se sabe do vice-presidente.

Ato continuo, mesmo sem ser eleitor ultra declarado, em 2018 o senador apoiou a campanha de Jair Bolsonaro até fazer parte de sua base.

A questão central não é purismo ideológico ou político, mas que com Bolsonaro por perto o senador foi mais pragmático do que coerente com o histórico do MDB velho de guerra de Ulisses, responsável pela redemocratização lembrando que Maranhão foi cassado pela Ditadura. Isto pouco importou.

Seja como for, ele expressa a safra de líderes decentes no exercício da política que parte para novo tempo de referências cada vez mais escassas no cenário político. Nada lhe tira o mérito de sua história.

SOLIDARIEDADE

Todos que conheceram o senador de perto perto reconhecem sua postura honrada e digna.

Por vários motivos estamos solidários com sua esposa, desembargadora Fatima Bezerra Cavalcanti e todos os familiares.

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