O ano de 2020 ficará na história dos partidos progressistas de João Pessoa registrando brutalidades incomuns, como a intervenção do Diretório Nacional sobre o Municipal atropelando construção bem resolvida para chegar até a mantida candidatura de Anísio Maia visando atender imposição exigida pelo ex-governador Ricardo Coutinho, que terminou a campanha sem ter o tempo de rádio e TV do PT ainda atraindo a ira petista local de forma majoritária.
É que, a presidente nacional Gleisi Hoffman ignorou inúmeros aspectos adotados pelo PT municipal, entre os quais a ação efetiva de Anísio e Giucélia Figueiredo de construir uma Frente Ampla de Esquerda durante todo o ano, inclusive com o PSB, mas este ignorou e não quis nenhuma conversa sincera e transparente.
Não é à toa que o PC do B preferiu Anísio Maia e o PT, ao invés do PSB e Ricardo Coutinho, importante líder que só aceita sua intervenção pessoal ao seu jeito.
Só que é preciso ressaltar a forma bem resolvida no âmbito jurídico do PT Municipal de registrar a candidatura mesmo sofrendo horrores, até o esdrúxulo pedido de Expulsão de Anísio, Giucélia Figueiredo, Anselmo Castilho e Feitosa, como se a máxima Stalinista fosse maior do que a imposição do Direito prevalecendo sobre a grosseria nacional.
SALDO E FUTURO
Registre-se ainda que Anísio Maia soube se impor como candidato de propostas assemelhadas com o histórico do PT sendo um dos poucos a contestar Bolsonaro e seus candidatos durante toda a campanha.
Embora diante do sectarismo a querer encobrir sérios problemas em torno do líder do PSB, Anísio Maia, Giucélia e todo partido municipal concluem o processo de cabeça erguida, agora tendo de cobrar fortemente os efeitos dos maus tratos de Gleisi e do PT Nacional.
A partir de segunda-feira, Gleisi e Lula vão estar diante de um contexto de graves consequências a desaguar em 2022. Certamente que vão saber do tamanho do problema por terem ficado contra o partido.
