Jair Bolsonaro chegou à presidência da República oferecendo-se como alguém que combateria a corrupção e não teria bandido de estimação. Em poucos dias, esse discurso foi completamente desmontado. Na quinta-feira (18), com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro. Neste sábado (20), com a facilitação da fuga de Abraham Weintraub, ao não exonera-lo antes de sua viagem aos Estados Unidos, somente após, ele deu abrigo ao seu passaporte diplomático.
Bolsonaro não tem como se dissociar do caso Queiroz porque ele vinha sendo mantido escondido numa casa de Frederick Wassef, advogado de sua família e, obviamente, presume-se que presidente sabia de sua localização.
No caso Weintraub, que está sendo investigado no esquema de fake news e disseminação de ataques às instituições, a situação é ainda mais grave. Ao adiar sua exoneração, Bolsonaro ajudou Weintraub a fugir do Brasil. Ou seja: são dois exemplos de obstrução judicial.
Resta saber se os militares ainda vão sustentar no poder um governo que esconde um personagem suspeito de vários crimes e ajuda um investigado a fugir do Brasil.
Escrito por: Edney Oliveira
