A nova postagem do multimídia e analista politico Walter Santos nesta quarta-feira (13) traz abordagem sobre o desempenho ético e moral do imortal ex-governador Antonio Mariz na defesa da justiça social, da democracia e contra retrocessos produzidos pela Elite.
WS lembra o caso da cassação do seu amigo e partidário Humberto Lucena, cujo discurso no Senado contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as elites acabou revertendo a punição ao paraibano ilustre, duas vezes presidente do Congresso Nacional.
Confira a análise:
A história e coerência singulares de Antonio Mariz e seu grito contra injustiças ainda hoje fazendo falta
O Brasil vive uma fase estranha de intolerâncias e retrocessos, ao invés de diálogo republicano e avanços institucionais, onde a Justiça brasileira tem sido afetada com decisões, mesmo sobre a de prisão em segunda instância a ferir de morte princípio constitucional em causa pétrea.
No núcleo central de tudo está a Elite histórica brasileira, também abrigada na Justiça, a mesma que resolveu em 1994 impedir a candidatura do líder paraibano Humberto Lucena pela distribuição de meros calendários, enquanto diversos lideres com prestação de contas desaprovadas tiveram direito de disputa.
A FALTA QUE MARIZ FAZ
O imortal ex-governador Antonio Mariz é da espécie politica de todos os tempos no Brasil quem ainda hoje tem seu histórico extraordinário lembrado pela postura coerente, em favor do serviço público e da democracia, sem tergiversar na defesa da justiça social plena.
Em 1994, solitariamente Mariz, que foi o relator do impeachment de Collor, subiu à Tribuna do Senado sem permitir apartes para defender seu amigo e partidário Humberto Coutinho de Lucena perseguido pelo TSE sob pressão da Grande Mídia interferindo indevidamente na vida nacional.
A ESSÊNCIA ESTÁ NA ELITE
Mariz foi duro, sereno, mas esclarecedor e corajoso ao denunciar toda trama:
“Convoco a Paraíba a manifestar-se publicamente contra essa decisão imoral do TSE. Não foi Humberto a vítima dessa violência. Agredida e insultada foi a Paraíba. As elites brasileiras querem fazer do Nordeste a senzala de escravos para a mão-de-obra de suas indústrias”, disse ele acrescentando:
“Querem que o Nordeste seja a África antiga onde se pilhavam escravos. O crime de Humberto é ser paraibano, é ser nordestino, é ter ousado presidir o Senado da República. Uma justiça que só mete na cadeia os negros, os pobres e os nordestinos não merece o respeito das pessoas decentes”, concluiu.
EM TEMPO
Na vida, tivemos a oportunidade de conviver na intimidade com Mabel e Antonio Mariz, quer como amigo, assessor de comunicação ou Secretário de Governo na Comunicação e atestamos a postura digna, capaz e correta do ex-governador, como poucos em toda história.
Voltaremos ao tema.
