O jornalista Walter Santos apresentou, nesta quinta-feira (27), em nova postagem em seu blog no Portal WSCOM, um quadro comparativo entre as duas sucessões nas Presidências e Mesas Diretoras da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).
De acordo com WS, enquanto que a CMJP navega em mares tranquilos com a condução do vereador João Corujinha (DC) à Presidência da Casa de Napoleão Laureano, a Assembleia, apesar do encaminhamento da eleição do deputado Adriano Galdino (PSB) para presidente no biênio 2019/2020, vive dias de indefinições no tocante à escolha do deputado que irá comandar a Casa de Epitácio Pessoa no segundo biênio (2021/2022). Confira o artigo de Walter Santos:
Saiba porque a Assembléia e a Câmara vivem duas realidades diferentes na escolha da Mesa Diretora e Presidência
O cenário político-partidário paraibano registra duas conjunturas diferentes na composição das Mesas Diretoras e Presidências da Assembleia Legislativa da Paraíba e Câmara Municipal de João Pessoa, mas que exige uma análise minuciosa pelas causas e efeitos nas duas situações.
No caso da Câmara, a situação está já resolvida há dois anos atrás quando para derrotar o favoritismo do então presidente Durval Ferreira (Progressistas), o atual presidente Marcos Vinicius (PSDB) construiu maioria com a adesão de Fernando Milanez Neto (PTB), tendo costurado acordo para João Corujinha (DC) ser o presidente no segundo biênio.
Este acordo foi tão bem amarrado porque contou com a Mesa eclética. Marcos Vinicius até se mexeu para mudar o regimento e ser reeleito, mas não encontrou guarida.
Assim, a partir de janeiro a CMJP terá João Corujinha no comando do Legislativo tocando a reforma no prédio da Casa de Napoleão Laureano.
O CASO DA ASSEMBLÉIA
Os dois governadores Ricardo Coutinho e João Azevedo, ambos do PSB, têm controle absoluto da conjuntura na Assembleia Legislativa, tanto que modificaram o andamento anterior de eleições isoladas consolidando processos bienais casados.
A dados desta quinta-feira (27) na direção de sexta-feira (28), o contexto da sucessão mostra que governo e base aliada têm ponto em comum ao indicar que o presidente seja da própria base.
Estes fatos se adequam à construção de uma realidade na qual o deputado estadual reeleito Adriano Galdino (PSB) conseguiu construir sua eleição para a Presidência da Assembleia, no primeiro biênio com reconhecimento dentro e fora da base.
A rearrumação de Ricardo e João não afetou Adriano, mas tirou de cena Ricardo Barbosa (PSB).
O CASO SEGUNDO BIÊNIO E SEUS EFEITOS
A nova construção serviu para os dois líderes imporem o reconhecimento da base de que eles comandam o processo. Há no encaminhamento do segundo biênio a intenção clara deles consolidarem o líder Hervázio Bezerra na Presidência da Assembleia, mas há resistência no agrupamento aliado.
Afora esta realidade, há também o fato do AVANTE ter lançado o deputado reeleito Tião Gomes como candidato à presidência para o segundo biênio.
Os movimentos das últimas horas insistem nesta direção, mas a resistência se apresenta com todos respeitando o comando dos líderes, entretanto, querem e/ou recomendam que eles aceitem a escolha livre dos integrantes da base.
Neste contexto, Tião Gomes surge com maior número de apoio, segundo os experts, embora pareça receber resistência da cúpula, daí ter surgido nesta quinta-feira (27) o nome da deputada Cida Ramos (PSB). Mal o assunto ressoou e a resistência já apareceu à nova eleita na ALPB.
SAÍDA REAL
RC/JA têm quatro alternativas: insistir em Hervázio Bezerra, escolher Tião Gomes pela performance na base, impor Cida Ramos gerando problemas ou optar por Adriano Galdino também no segundo biênio, caso o impasse persista.
Este será o primeiro teste de João Azevedo porque os dois mandatos serão na sua gestão, mesmo Ricardo sendo o maior líder.
Por Redação / Portal WSCOM
Escrito por: Angelo Medeiros

