O Blog do multimídia Walter Santos publicou, nessa quinta-feira (22), uma análise sobre a última reunião entre os governadores do Nordeste com o presidente eleito Jair Bolsonaro, ocorrida na quarta-feira (21). De acordo com o colunista, até o momento o que houve foram apenas acenos, mas nada de concreto, precisando ainda os aguardar os próximos passos para saber de fato como será a relação político-administrativa mantida pelo governo Jair Bolsonaro para com os governadores nordestinos.
Confira na íntegra a publicação e análise:
Acenos desarmam, mas se faz preciso gestos concretos
Somente quando chegar dezembro, durante o Fórum dos Governadores do Nordeste em Brasília, dia 12 do mês, é que haverá meios e condições de se avaliar concretamente qual o nível de distensão entre o governo Bolsonaro e os 9 Estados nordestinos terão, sabendo-se que os primeiros sinais são de distensão.
A pauta principal do encontro de governadores na segunda semana de dezembro versa exclusivamente a Segurança Pública e a realidade de violência nos Estados, daí a importância da presença do futuro Ministro da Justiça, Sérgio Moro, o atual Ministro Raul Jungmann e todo staff dos Estados.
É preciso entender o processo como modelo em construção porque até agora só existiram acenos sem profundidade, porquanto nem o presidente Jair Bolsonaro, nem a sua equipe, sinalizaram para as novas fases de entendimentos. Mas vai ser preciso acontecer.
O fato é que o governo Bolsonaro está diante de um tempo diferente da etapa de campanha, onde havia enfrentamento direto entre ele e os governadores, só que de agora em diante a fase é de entendimentos e ações mais do que aguçamento de crise entre as partes.
Bolsonaro sabe que vai precisar ter habilidade para conviver e se dispor a tratar das políticas públicas gerais muitas delas com encaminhamento de seu governo na contramão do que pensam os governadores, na maioria de alinhamento progressista adverso ao que pensa o presidente.
Só que, pelos sinais existentes à partir da última reunião dos governadores, a tendência é de diálogo com eles e daí a esperança de menos conflitos, levando em conta as questões básicas da gestão pública nacional e do Nordeste.
É preciso avançar mais do que se fez como acenos.
Escrito por: Edney Oliveira
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