Quando o senador Fernando Collor (PTC) ainda estava na disputa ao Governo, existia uma proposta: se ele perdesse a eleição, o senador Benedito de Lira (PP) garantiria apoio, via Prefeitura de Maceió, para que a Gazeta de Alagoas continuasse sendo diária e impressa.
Era uma alternativa para adiar ao máximo o fim da Gazeta nas ruas, algo que Collor encara como uma derrota política.
Há dois anos, a direção da Gazeta discute o fim do veículo impresso. Encomendou-se um estudo e percebeu-se que, no Paraná, a Gazeta do Povo- que era diária- virou semanal e alterou a linha editorial, tornando-se mais analítica, opinativa.
Virou um inquestionável sucesso de vendas via internet, com assinantes digitais, e aos finais de semana, no papel.
A mudança pode estar próxima.
Collor, como se sabe, desistiu da disputa eleitoral, também por desentendimento com Biu e Arthur Lira; Biu também perdeu a eleição.
Assim, o lastro financeiro trincou.
E são cada vez mais pesados os custos com tinta e papel mais uma rede de distribuição, todos agregados à Gazeta. Além de dívidas trabalhistas judicializadas ou em impostos. O parque gráfico Zacarias Santana, inaugurado em 2008, onde o jornal de maior circulação é impresso mais o terreno onde funcionam os veículos de comunicação (TV, jornal, rádio, web) no bairro do Farol, estão sob risco de leilão.
Não há dados oficiais, mas o assinante ‘mais novo’ da Gazeta impressa tem mais de 40 anos de idade. E a quantidade não compensa na hora de rodar o jornal.
Assim, a Gazeta deixará de ser diária; virará uma edição de final de semana.
Com informações Reporter Nordeste
Escrito por: Edney Oliveira
