Manoel Jr. nega atuação como ‘advogado’ de Cunha: “Votei pela condenação dele”

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“Quem disse que Manoel Júnior votou pela absolvição do deputado Eduardo Cunha, mentiu!”. A frase do deputado paraibano Manoel Júnior (PMDB) surpreendeu a todos, nesta sexta-feira (18), durante entrevista na Rádio Arapuan FM. O peemedebista, que é apontado por muitos como um dos principais apoiadores do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que houve um “equívoco na informação” veiculada pelos veículos da imprensa que divulgaram que ele votou favorável a absolvição de Cunha, na análise da representação 01/2015, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, , que pede a cassação do dirigente por quebra de decoro.

“Primeiro, houve um equívoco da informação. Não estou no Conselho de Ética na condição de advogado de Eduardo Cunha, eu sou correligionário, do mesmo partido de Eduardo Cunha. Segundo, desafio quem quer que seja a apresentar uma nota escrita, ou numa entrevista que eu tenha
feito a defesa de Eduardo Cunha. Apenas fiz a defesa da Constituição Federal, do Regimento da Câmara dos Deputados, e do regulamento do Conselho de Ética. E, provei isso”, disse.

Manoel Júnior disse o problema central do processo de Cunha foi a definição da relatoria entregue inicialmente ao deputado Fausto Pinato (PRB). Em várias questões de ordem feitas em plenário, o paraibano teria alertado que Pinato não poderia ser relator porque o regimento interno da Câmara veta que o parecer seja elaborado por um deputado do mesmo partido, Estado ou bloco parlamentar que o denunciado. O PRB fez parte do bloco partidário do PMDB no começo da legislatura. “Se isso é defender Eduardo, eu não sei, agora, no processo, o mérito que chegou no Conselho de Ética”, frisou.

Ainda de acordo com Manoel Júnior, a representação contra o presidente da Câmara tem duas vertentes, uma referente ao recebimento de dinheiro no “propinoduto do Petrolão”, e outra, que ele teria negado a posse de contas em bancos no exterior, durante depoimento na CPI da Petrobrás. “Naquela representação que chegou ao Conselho de Ética não existia nenhuma prova material que o deputado Eduardo Cunha teria recebido recurso do propinoduto do Petrolão. Tanto é que a denúncia feita pelo Dr. [procurador Geral da República, Rodrigo] Janot ao Supremo Tribunal Federal foi em agosto, estamos em dezembro e até agora o ministro Teori Zavascki não transformou a denúncia em processo, provavelmente, por falta de provas”, disse o deputado, que complementou: “A segunda parte tem veracidade”.

Pena moderada
Manoel Júnior ainda negou que tenha votado no mérito pela absolvição de Cunha. Segundo ele, o voto foi pela condenação, não por cassação por quebra de decoro parlamentar, mas atribuindo uma pena moderada. “O meu voto foi pela condenação do deputado Eduardo Cunha, diferente do que a imprensa disse. Eram três votos, o do deputado Pinato, que foi trocado pelo deputado Marcos Rogério; e eu votei contra porque o relatório de Fausto Pinato fazia a admissão do processo. O relatório do deputado Wellington Roberto (PR) também fazia, só que aplicava uma pena moderada, de censura escrita pública a Eduardo Cunha”, ponderou.

Cunha inocente
Por fim, Manoel Júnior preferiu se esquivar da resposta se Eduardo Cunha seria um político inocente. “Eu não sei se ele é inocente de outras coisas, mas do processo que me cabe analisar, é outra coisa. Não estou lá para fazer julgamento da vida do cidadão, mas daquele processo, e é assim que me comporto. Não sou um homem afeito a injustiças. Não poderia tomar nenhuma ação que não fosse de minha consciência”, concluiu.  

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