A criação do comitê Ricardo/Aécio na Paraíba a apenas 10 dias da realização do segundo turno das eleições, gerou um mal estar na aliança entre o PT e o PSB no Estado. Petistas históricos não aprovaram a medida. Eles cobram um posicionamento do governador Ricardo Coutinho (PSB), que declarou apoio à reeleição da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
O deputado estadual Anísio Maia (PT) se mostrou indignado com a decisão da coordenação da campanha do governador em permitir a criação de um comitê de apoio à candidatura do tucano Aécio Neves (PSDB) para presidente da República, por parte de lideranças aliadas.
Segundo o deputado, o comitê suprapartidário PSB-PSDB “foi um tiro no pé na campanha do governador” e poderá dividir o eleitorado de Ricardo Coutinho no Estado, inclusive, com a perda dos votos de vários militantes petistas.
Anísio Maia ainda prometeu levar o caso para a Executiva Estadual do PT e afirmou que o governador Ricardo Coutinho tem responsabilidade sobre a criação do comitê, pois, mantém como aliado e coordenador de campanha, o ex-senador Efraim Morais (DEM), pai do deputado federal eleito Efraim Filho (DEM), um dos responsáveis pelo comitê Ricardo/Aécio. “Parece que para o coordenador, a campanha de Aécio é mais importante do que a de Ricardo”, disse.
Outro petista histórico que não escondeu o seu descontentamento com a criação do comitê de apoio a Aécio Neves, foi o secretário de Articulação Política da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), Adalberto Fulgêncio. Ele chegou a “bater-boca” com o deputado federal reeleito Efraim Filho (Democratas), na Rádio Arapuan FM, no início da tarde desta quinta-feira (16).
A todo o momento Adalberto Fulgêncio se referiu ao partido de Efraim como o “antigo PFL”, que, segundo ele, sempre agiu contra os trabalhadores. O secretário acusou o parlamentar de agir com “incoerência”, lamentou a criação do comitê e afirmou que a manobra do grupo político do parlamentar democrata “puxa a campanha de Ricardo para baixo”. “Estão tirando o peso de 55% da rejeição de Aécio no Nordeste das costas de Cássio e colocando em Ricardo”, enfatizou.
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